Magnata americano Robert Durst vai a julgamento por homicídio

Foi aberto em Los Angeles o julgamento contra Robert Durst

O Ministério Público de Los Angeles apresentou nesta quarta-feira (4) suas alegações para o julgamento contra Robert Durst pelo assassinato de uma amiga da família pouco antes do desaparecimento da primeira esposa do magnata americano ser anunciada.

"As evidências mostram que Susan (Berman) conhecia o seu assassino e que deixou ele entrar de forma livre e espontânea em sua casa", disse o promotor adjunto do distrito John Lewin aos membros do júri.

Insistiu que Berman, amiga da família e que recebeu um tiro na nuca nos anos 2000, em sua casa em Los Angeles, nunca abriria a porta para um estranho.

A promotoria argumenta que Durst matou Berman no dia 23 de dezembro de 2000, como forma de evitar que fosse interrogada pela polícia de Nova York sobre o desaparecimento de sua esposa Kathleen, em 1982.

Durst, de 76 anos, foi preso em março de 2015 em um hotel de Nova Orleans, horas depois da emissão do sexto e último capítulo da série documental "The Jinx: The Life and Deaths of Robert Durst".

A série aprofunda o desaparecimento da sua esposa, assim como o assassinato de Berman e a morte de um vizinho no Texas, em 2001, que foi encontrado esquartejado. Na época, Durst vivia com um nome falso naquele estado. Fez a própria defesa e foi absolvido.

No final da série pode-se escutar Durst dizer que "matou todos", sem perceber que o microfone estava gravando.

Durst nega ter matado sua mulher e Berman, e se considera inocente no caso.

Lewin disse ao júri nesta quarta que a cena do crime apontava Durst como culpado.

Afirmou que o assassino enviou uma mensagem criptografada à polícia de Bervely Hills - antes que o corpo fosse encontrado - com a localização de Berman e a palavra "cadáver".

Lewin ressaltou que Berman vivia em um bairro de baixa criminalidade em Los Angeles e que não havia indícios de roubo ou violência em sua casa quando a polícia encontrou o seu corpo.

A defesa de Durst admitiu que o cliente escreveu a nota, mas argumentam que isso não significa que ele a matou. O julgamento deve durar vários meses.