Magnata dos cassinos é condenado a 18 anos de prisão em Macau

O magnata dos cassinos de Macau, Alvin Chau, foi condenado a 18 anos de prisão, nesta quarta-feira (18), por administrar um império ilegal de jogos de azar.

O empresário, de 48 anos, foi considerado culpado de fraude, de comandar um grupo criminoso e de operar jogos de azar ilegais, embora tenha sido absolvido da acusação de lavagem de dinheiro apresentada contra ele pela Promotoria.

O tribunal impôs ainda mais de US$ 1,1 bilhão de indenização: US$ 834 milhões, para o governo de Macau; e mais de US$ 275 milhões, para cinco dos seis operadores de cassinos da cidade (MGM China, Wynn Macau, Sands China, Galaxy Entertainment e SJM Holding).

Chau é o fundador do Suncity Group, pioneiro na indústria de viagens que transporta jogadores de aposta da China continental para Macau, o único local do país onde os cassinos operam legalmente.

No auge da década de 2010, as viagens representavam a maior parte da receita da indústria de apostas na ex-colônia portuguesa, que antes da pandemia era maior que Las Vegas.

A queda de Chau ocorre em meio à campanha anticorrupção do presidente chinês, Xi Jinping, sob a qual uma política rígida foi aplicada contra funcionários de alto escalão suspeitos de viajarem para Macau para apostar e lavar dinheiro.

Em sua decisão, a juíza Lou Ieng Ha concluiu que, sob o comando de Chau, o Suncity "conduziu apostas ilegais para obter lucro ilegal por um longo tempo".

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