Maia descarta apoio a Rodrigo Neves e aliança com Freixo será decidida pela Executiva da federação

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O impasse entre PSDB e Cidadania pelo apoio que a federação formada pelos dois partidos dará ao governo do Rio será decidido em Brasília. Em reunião na manhã desta sexta, o deputado Rodrigo Maia (PSDB), que conduz o lado tucano da negociação, reafirmou a vontade de ver seu pai, o ex-prefeito Cesar Maia (PSDB), como vice de Marcelo Freixo (PSB). No encontro, estavam presentes lideranças do Cidadania, além dos pedetistas Rodrigo Neves, que é pré-candidato ao governo, e o Carlos Lupi, presidente da legenda. Os dois pediram o apoio da família Maia, que segue irredutível em seguir contra a chapa que é apoiada pelo prefeito Eduardo Paes (PSD).

Um acordo entre os dois partidos, portanto, está distante, enquanto o prazo para uma resolução pacífica se aproxima do fim: a federação precisa ter uma decisão até o próximo dia 4, quando será realizada a convenção dos dois partidos. Em âmbito nacional, PSDB e Cidadania formaram uma federação, o que os deixa obrigados pela legislação eleitoral a integrarem as mesmas chapas nas disputas estaduais. Se não houver consenso entre os partidos, a questão sobe para a executiva nacional da federação, formada por um colegiado de 18 nomes com maioria tucana. Ao GLOBO, Maia não esconde o mal-estar.

— O Cidadania continua defendendo (a candidatura de ) Rodrigo Neves e o PSDB quer a indicação de Cesar Maia na chapa de Freixo. Se não tiver acordo, a decisão será da executiva nacional da federação. Principal liderança do partido no Rio, Comte Bittencourt, que é próximo de Paes, de quem foi candidato a vice-governador em 2018, diz que ainda busca uma saída pacífica. Nos bastidores, no entanto, fala-se que o PSD de Paes e o PDT tentam impedir os planos de Maia seguir com Freixo. Lideranças do Cidadania ainda tratam o tema com cuidado, já que o insucesso da aliança entre Neves e Felipe Santa Cruz nas pesquisas de intenção de votos pode significar o desembarque da empreitada encabeçada pelos pedetistas.

A aproximação com a família Maia é bem-vista pela equipe de Freixo, que busca ampliar para o centro o alcance da candidatura, e vê em Cesar um administrador tarimbado, capaz de quebrar a resistência de parte do eleitorado à inexperiência do pessebista no Executivo.

Caso se concretize, a aliança replicaria o conceito da dobradinha feita na campanha ao Palácio do Planalto pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice em sua chapa, o ex-governador paulista Geraldo Alckmin (PSB), e permitiria que o mote publicitário girasse em torno da “união de forças contra o bolsonarismo”, representado no Rio pela candidatura do governador Cláudio Castro.

Por ter sido alvo frequente do presidente Jair Bolsonaro enquanto ocupou a presidência da Câmara, interessaria a Rodrigo Maia o papel de oposição aos ideais do titular do Palácio do Planalto no estado da família.

No último Datafolha, divulgado no dia 1º deste mês, Freixo e Castro seguiam tecnicamente empatados na liderança da disputa pelo Palácio Guanabara. Freixo aparece com 22% no cenário com Anthony Garotinho (União), enquanto Castro tem 21%. Sem o ex-governador, as posições se invertem: Castro tem 23% e Freixo, 22%. Neves oscila entre 6% e 7%, dependendo do cenário. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

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