Maia diz que Moro é de extrema direita e que chance de apoiar chapa com ele à Presidência é 'zero'

MÔNICA BERGAMO
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*ARQUIVO* BRASÍLIA, DF,  08.10.2020 - O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
*ARQUIVO* BRASÍLIA, DF, 08.10.2020 - O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), diz que a chance de ele subir no palanque eleitoral de 2022 com Sergio Moro "é zero".

"Não posso apoiar uma chapa integrada por alguém de extrema direita", afirma ele, referindo-se ao ex-ministro da Justiça de Jair Bolsonaro.

No dia 30 de outubro, o apresentador Luciano Huck foi a Curitiba para se encontrar com Moro e discutir a intenção de construir uma "terceira via" para a sucessão de Bolsonaro. O encontro foi revelado pelo jornal Folha de S.Paulo.

O governador de São Paulo, João Doria, também mantém diálogo com o ex-juiz.

Os dois poderiam ter o apoio do DEM para se candidatar a presidente. A presença de Moro na chapa, no entanto, teria oposição de Maia, uma das maiores lideranças do partido.

O presidente da Câmara diz que Moro já mostrou ser de extrema direita ao defender propostas como o excludente de ilicitude, que isentaria policiais de punições caso cometessem crimes em ação.

"Moro já defendeu ideias e divide a parte do eleitorado de extrema direita com Bolsonaro. Por isso ele cai nas pesquisas quando disputa com o presidente", afirma Maia.

Numa entrevista publicada nesta segunda (9) pelo jornal "O Globo", Moro admite que se encontrou com Luciano Huck e afirma que pessoas "de centro" têm conversado. Ele cita como possíveis "bons candidatos" do que considera "centro", além de Huck e Doria, também o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta e o general Hamilton Mourão, vice de Bolsonaro.