Maia diz que não pode opinar sobre Barbosa porque ex-juiz não dá entrevistas

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Maia diz que não pode opinar sobre Barbosa porque ex-juiz não dá entrevistas

FELIPE BÄCHTOLD

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que é pré-candidato à Presidência, minimizou os resultados obtidos pelo ex-ministro do Supremo Joaquim Barbosa na mais recente pesquisa do Datafolha e disse que não pode opinar sobre o possível adversário porque não sabe de detalhes de sua campanha.

Na pesquisa, Barbosa, que recém se filiou ao PSB, chegou a marcar 10% em um dos cenários, aparecendo numericamente à frente de políticos conhecidos, como o tucano Geraldo Alckmin. Maia não superou 1%.

Para ele, Barbosa, que mantém discrição e tem feito poucas declarações públicas, ficou no mesmo patamar de pesquisas anteriores.

"A minha expectativa [sobre Barbosa] é a que está colocada. Agora é esperar para ver quais serão os próximos movimentos para que eu possa ter uma opinião. De fato, como eu não vi nenhuma entrevista dele, não posso opinar sobre como é a candidatura."

Maia falou com jornalistas após participar de uma palestra fechada no banco Santander, em São Paulo. Ele disse não ter preocupação em se apresentar ao mercado porque suas ideias já são conhecidas. "Quem precisa mandar mensagem para esse eleitor é aquele que não tem mantido diálogo", disse.

Sobre a privatização da Eletrobras, disse que o prejuízo da empresa vem "sugando" recursos públicos.

Questionado a respeito de seu desempenho na pesquisa, disse que ainda é muito cedo para avaliar as possibilidades e que o panorama da eleição só ficará mais claro com a campanha oficializada, a partir de agosto. "Minha situação é igual a de todo mundo. Todo mundo tem chance e ninguém tem chance."

Maia também disse que conta a seu favor o fato de o DEM ter "os melhores palanques" nos principais estados e que o partido já está estruturando redes sociais e pesquisas para a eleição. Dois deputados federais do partido, Onyx Lorenzoni (RS) e Alberto Fraga (DF), porém, devem integrar a linha de frente da campanha de Jair Bolsonaro (PSL).

"Eu não faço política fazendo intervenção em diretório", disse ele, sobre o assunto.