Maia nega omissão e diz que impeachment de Bolsonaro tiraria foco da covid

Redação Notícias
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BRASILIA, BRAZIL - AUGUST 12: Rodrigo Maia, president of Brazil's Lower House, during pronouncement of Jair Bolsonaro President of Brazil reaffirming his commitment to the government spending ceiling amidst the coronavirus (COVID-19) pandemic at the Alvorada Palace on August 12, 2020 in Brasilia. President of the Senate Davi Alcolumbre, Economy Minister Paulo Guedes and parliamentarians and ministers accompanied. Brazil has over 3.164,000 confirmed positive cases of Coronavirus and has over 104,201 deaths. (Photo by Andressa Anholete/Getty Images)
Presidente da Câmara, Rodrigo Maia (Photo by Andressa Anholete/Getty Images)

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), negou nesta segunda-feira (14), em entrevista ao jornal Valor Econômico, ter sido omisso ao não abrir um processo de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro.

"Estamos com uma pandemia que voltou a crescer e essa deve ser nossa prioridade", disse.

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“Não há condições para se avaliar esse tema, o que não quer dizer que eu avaliaria nem positivamente nem negativamente. Não considero omissão da minha parte".

Cerca de 60 pedidos de impeachment contra Bolsonaro já foram apresentados na Câmara. O último foi protocolado no fim de outubro, diante da recusa do presidente de adquirir 46 milhões de doses da CoronaVac, vacina contra covid-19 desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan.

Maia afirmou que vai decidir ainda hoje quem será o candidato do seu bloco - que inclui siglas como PSDB e Cidadania - na eleição para a presidência da Câmara.

"Não dá para esperar mais tempo", disse "Acho que a nossa estratégia caminha para ser vitoriosa porque ela olha a Câmara como um espaço mais importante da representação da democracia, da sociedade e de todos os campos da sociedade”.

Para o deputado, independente de quem seja o vencedor da disputa, ele espera que o futuro presidente “mantenha a independência da Casa em relação ao governo e que não seja tratado da mesma forma” que ele foi tratado.

O parlamentar acredita que sua relação com o governo federal foi de “muita raiva e de muita agressão” por ele “não feito uma presidência cumprindo as ordens do governo”.

"Tenho certeza que o próximo presidente, qualquer um dos quatro que seja escolhido, não vai carregar essa relação que o governo e seu entorno construíram comigo", afirmou.