Maior parte da população reprova Bolsonaro

Pesquisa mostrou que grande parte da população reprova declarações ofensivas de Bolsonaro e a indicação de seu próprio filho para a embaixada do Brasil nos EUA - REUTERS/Adriano Machado

Resumo da notícia

  • Ação mais reprovada até agora é a indicação do filho para a embaixada do Brasil nos EUA

  • Estudo entrevistou mais de 2000 brasileiros

Uma pesquisa da Confederação Nacional dos Transportes com o instituto MDA demonstrou que, em seis meses, a desaprovação pessoal do presidente Jair Bolsonaro (PSL) saltou de 28,2% para 53,7%.

A postura do presidente é aprovada por 41% dos brasileiros, e 5,3% deles não souberam ou não quiseram opinar. Em fevereiro, a aprovação havia sido de 57,5%.

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Em relação ao governo de Bolsonaro, e não à sua pessoa, 39,5% dos entrevistados o avaliam como ruim ou péssimo. Em fevereiro, apenas 19% das pessoas faziam avaliações negativas. Hoje, 29,4% das pessoas o consideram ótimo ou bom e 29,1%, regular.

Para elaborar a pesquisa, foram entrevistados 2.002 brasileiros entre 22 e 25 de agosto, em 137 municípios. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

As áreas de atuação do governo que recebem as piores avaliações são saúde (30,6%), meio ambiente (26,5%) e educação (24,5%). Os dois últimos itens são os protagonistas das maiores crises do governo Bolsonaro até agora.

As primeiras manifestações de rua contra o governo Bolsonaro foram impulsionadas pelos cortes na verba direcionada para o MEC. Agora, o gatilho para os protestos são as queimadas na Amazônia – 93% dos entrevistados consideram “muito importante” preservar o meio ambiente, enquanto 83% avaliam que o aquecimento global é uma realidade.

Quando perguntados sobre ações que aprovam do governo, a maioria disse o combate à corrupção (31,3%), a segurança (20,8%) e a redução de cargos e ministérios (18,5%).

As piores ações do governo, de acordo com o público, são até agora o “Decreto da liberação de posse e porte de arma/liberação das armas” (39%) e o “Uso de palavras ofensivas e comentários inadequados” (30,6%). A indicação do filho do presidente para a embaixada do Brasil nos Estados Unidos também foi reprovada: 72,2% dos entrevistados reprovam a decisão.