Maior parte dos problemas do Rio são de receita e não de despesa, diz economista

Manoel Ventura
·1 minuto de leitura
Mauro Osório diz que o maior problema do Rio são as receitas e não despesas
Mauro Osório diz que o maior problema do Rio são as receitas e não despesas

O professor da UFRJ e diretor da Assessoria Fiscal da Alerj, Mauro Osório, disse nesta sexta-feira que o Estado do Rio de Janeiro passa por uma crise estrutural e defendeu que a maior parte dos problemas do estado são de receita, e não de despesa. Por isso, disse ele, é necessário manter a atual divisão de royalties de petróleo.

O tema será discutido pelo STF, e o governo do estado tenta adiar a sessão.

— O problema nosso não é de despesas nem de incentivos fiscais. Os dois estados que menos gastam com pessoal ativo do Poder Executivo são Rio de Janeiro e Espírito Santo. A gente tem uma situação de despesa que já é muito baixo. O nosso problema é de receita. Nós somos o segundo, terceiro PIB per capita, e temos a 17ª receita estadual — disse.

Novidades: Pix permitirá saque em dinheiro em mercados e lojas a partir de 2021

Ele participa do seminário "Partilha dos royalties do petróleo”, organizado pelos jornais O Globo e Valor Econômico.

— A gente precisa clarear porque existe fora do Rio uma visão de que o Rio seria um playboy com pai rico que todo dinheiro que dá, não dá conta — afirmou.

Segundo ele, o Rio é tratado como rico igual São Paulo em termos de divisão de receita federal, mas não tem a mesma riqueza do vizinho.

— Nós temos problemas de despesas, de corrupção, mas nós temos principalmente um problema de crise estrutural que se aprofunda a partir de 2015. O Estado do Rio de Janeiro perdeu, de 2015 para cá, 800 mil empregos com carteira assinada. A queda de empregos com carteira assinada foi de 10%, enquanto o Brasil cresceu. O preço do barril de petróleo despencou. Nós tivemos uma queda de receita de 40%.