Maior quadrilha de roubo de carga do Rio usava reboques para transportar caminhões travados por empresas

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A maior e mais violenta quadrilha de roubos de carga do estado usava reboques, caminhões, disfarces e fuzis em seus ataques contra centros de distribuição de mercadorias e veículos que transportavam cigarros no Rio. Investigações da 21ª DP( Bonsucesso) que levaram, no último sábado, à prisão de Leonardo Costa Santos Falcão, o Léo GTA, chefe operacional do bando, revelam que bandidos de uma facção criminosa usaram coletes semelhantes ao de controladores de tráfego, na noite do dia 17 de setembro, para colocar um caminhão carregado de cigarros, que havia sido travado remotamente pela transportadora, em um reboque em plena Avenida Brasil. Uma patrulha da PM chegou a tentar interceptar o roubo, mas acabou sendo atingida por vários tiros disparados pelos assaltantes.

Dois PMs ficaram feridos. Parte da ação foi gravada por uma câmera de segurança que estava instalada no veículo roubado pelo bando. As imagens mostram dois homens de coletes verdes, entre eles o próprio Léo GTA, engatando em um reboque o caminhão que transportava uma carga avaliada em mais de R$120 mil. Próximo a Bonsucesso, uma patrulha tentou impedir a ação, mas foi alvejada. Os disparos foram feitos por homens que davam cobertura ao roubo e que estavam em Um Honda Civic e em uma motocicleta. O veículo rebocou a carga roubada para a Favela Nova Holanda, localizada no mesmo bairro. Segundo a polícia, o reboque havia sido roubado dias antes do ataque à carga de cigarros.

- O bando já sabia que as empresas travavam os veículos toda vez que os caminhões saíam da rota. Então, passaram a usar reboques para puxar os veículos junto com a carga roubada. Fizeram diversas ações assim - explica o delegado Hilton Pinho, da 21ª DP.

Segundo a polícia, a quadrilha é do Complexo da Maré, mas também usa como base pontos em Jardim Gramacho, em Duque de Caxias, no Morro do Salgueiro, em São Gonçalo, e na comunidade do Guandu, em Japeri. O bando vinha sendo investigado há três anos e praticou mais de 82 ataques no período, causando um prejuízo estimado em aproximadamente R$ 200 milhões.

- Só o Léo GTA foi reconhecido em pelo menos 32 ataques - diz Hilton Pinho, acrescentando que a facção criminosa ficava com 50% do que era roubado:

- Eles usavam a estrutura do tráfico, com homens e fuzis na ação. Metade do que era roubado ficava para caixinha da facção.

O mesmo bando também atacou um centro de distribuição de mercadorias em Xerém, em Duque de Caxias, em outubro, matando um vigilante. Léo GTA foi preso, no sábado, em um motel também localizado, em Duque de Caxias. Ele fugiu para o local em uma motocicleta roubada que usava placa clonada. Com o bandido, os policiais encontraram uma pistola nove milímetros raspada. No mês passado, ele conseguiu fugir de um cerco da polícia. Na ocasião, policiais civis descobriram o carro que ele utilizava e fecharam o Túnel Rebouças. O bandido percebeu a ação, roubou uma motocicleta e conseguiu fugir.

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