Maior volume de investimentos da Petrobras será concentrado em 2023

Ramona Ordoñez
Sede da Petrobras no Rio.

RIO - Em 2023 será o ano em que a Petrobras vai concentrar o maior volume de investimentos do total de US$ 76,7 bilhões previstos para o período de 2020/24. De acordo com a apresentação" Petrobras Day", realizada nesta quarta pelo presidente da companhia, Roberto Castello Branco, e pela diretoria na Bolsa de Nova York, em 2023 estão previstos investimentos totais de US$ 20 bilhões. Em 2020, a Petrobras prevê US$ 12 bilhões ao todo.

A área de exploração e produção de petróleo continua a concentrar os investimentos, principalmente no pré-sal, nos próximos cinco anos, com um total de 84,9% do total . Em 2023, do recurso de US$ 20 bilhões, cerca de US$ 18 bilhões serão investidos em E&P, dos quais US$ 5 bilhões serão aplicados no desenvolvimento do excedente da Cessão Onerosa do Campo de Búzios, no pré-sal na Bacia de Santos, arrematado em leilão no mês passado.

A produção de petróleo e gás passará de 2,7 milhões de barris no próximo ano para 3,5 milhões de barris por dia em 2024. Já em 2021 e 2022 a previsão de investimentos totais é de US$ 13 bilhões e US$ 5 bilhões, respectivamente. Em 2024, também serão investidos US$ 15 bilhões.

Na área de refino, os investimentos previstos são relativamente menores, com uma previsão total de US$ 6,1 bilhões nos próximos cinco anos. Por sua vez, na área de Gás e Energia os investimentos serão de apenas US$ 2,3 bilhões nos próximos cinco anos.

Em relação ao plano de venda de ativos, que prevê arrecadar entre US$ 20 bilhões a US$ 30 bilhões nos próximos cinco anos, a Petrobras destaca como "oportunidades adicionais" a venda de mais uma fatia de sua participação na BR Distribuidora, conforme o presidente da companhia já havia adiantado no início do mês passado.

Estas oportunidades também incluem sua participação na petroquímica Braskem, de ativos na Bolívia e no pós-sal no Brasil. No programa atual de venda de ativos continuam as metas de se desfazer da metade de sua capacidade de refino, saída do transporte e distribuição de gás natural, de usinas termelétricas, gasodutos offshores (no mar), e mais ativos na América do Sul.

Além da exploração de petróleo no pré-sal, outro foco enfatizado na apresentação em Nova York é na redução da dívida da companhia que deverá cair dos atuais US$ 88 bilhões para US$ 60 bilhões em 2021.