Coronavírus: maiores cidades dos EUA entram em confinamento compulsório

Por Laura BONILLA, Sebastian SMITH en Washington

Nova York e Illinois acompanharam a Califórnia e decretaram a quarentena nesta sexta-feira para conter a disseminação do coronavírus, mas o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ainda se recusa a tomar uma decisão semelhante em nível federal.

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A medida isola as maiores cidades do país, como Nova York, Los Angeles e Chicago, enquanto os estados de Nova Jersey e Connecticut anunciaram que estão se preparando para fazer o mesmo.

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O governador de Nova York, Andrew Cuomo, ordenou que todas as lojas não essenciais fossem fechadas no domingo à noite e proibiu todas as reuniões de qualquer número de pessoas, um dia depois que o governador da Califórnia, Gavin Newsom, decretou o isolamento em seu estado.

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"Estamos todos em quarentena agora", disse Cuomo em entrevista coletiva.

O número de mortes por Covid-19 nos Estados Unidos mais que triplicou em três dias, totalizando 216, com mais de 16.600 infectados, segundo a Universidade Johns Hopkins.

Trump, ainda assim, garantiu que está "ganhando esta guerra".

"Não acho que chegará o dia em que acreditamos que será necessário" ordenar quarentena em todo o país, disse o presidente.

Logo depois, o governador de Illinois J. B. Pritzker anunciou uma quarentena deste sábado a 7 de abril "para evitar a perda potencial de dezenas de milhares de vidas".

O chefe do Corpo de Engenheiros do Exército dos EUA, Todd Semonite, disse que trabalha para converter mais de 10.000 quartos de hotel e salas comuns de Nova York em hospitais temporários para aliviar os hospitais sobrecarregados.

O número de infectados em Nova York aumentou para mais de 7.000 na sexta-feira devido ao aumento dos testes, disse Cuomo.

TRABALHADORES EM CASA

A quarentena obrigatória "é a medida mais radical que podemos tomar", afirmou Cuomo.

"Cem porcento da força de trabalho deve ficar em casa" no caso de "serviços não essenciais", disse ele. "Haverá multas e poderá haver fechamentos forçados de lojas que não cumprirem. Não estou brincando", acrescentou.

O governador garantiu que os serviços essenciais continuarão funcionando. "As lojas precisam de comida, as farmácias precisam de remédios. A Internet deve continuar funcionando. Quando você abre a torneira, a água deve sair", e esse continuará sendo o caso, disse.

A lista de lojas essenciais está sendo elaborada. Segundo Cuomo, ela inclui restaurantes que entregam comida em casa, já que o serviço público foi proibido nesta semana. "Isso terá consequências negativas para a economia", admitiu, mas ressaltou que é necessário salvar vidas. S

Estão proibidas reuniões de qualquer número de pessoas não essenciais. Os nova-iorquinos poderão se exercitar sozinhos, mas não poderão jogar basquete, por exemplo.

O transporte público continuará funcionando porque os trabalhadores essenciais precisam ter um meio de chegar ao trabalho, mas foi pedido ao restante da população que não o usasse, a menos que seja "urgente e absolutamente necessário".

"O estado de Nova York está em pausa", resumiu.

O governador de Nova Jersey, Phil Murphy, disse que possivelmente fará o mesmo a partir deste sábado.

"Não temos outra escolha. Temos que aplicar agressivamente o distanciamento social", disse ele ao NJ.com.

O governador de Connecticut, Ned Lamont, disse que vai multar negócios não essenciais que permanecerem abertos.

Na Califórnia, as pessoas devem ficar em casa, mas postos de gasolina, bancos, farmácias e lavanderias permanecem abertos.