Maioria avalia que pandemia de Covid está melhorando, mas crê em 2ª onda

ALINE MAZZO
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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Mais de 51% dos eleitores de três grandes capitais avaliam que a pandemia do novo coronavírus está melhorando neste momento, mostra pesquisa Datafolha em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Já o levantamento feito pelo instituto no Recife, aponta mudança de cenário, com a pandemia piorando para 53% dos entrevistados. Nessas cidades, ao menos 76% dos eleitores acreditam que possa acontecer uma segunda onda de contaminação de Covid-19 no país. A avaliação de melhora da pandemia é majoritária em todos os estratos identificados pelo Datafolha em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Já no Recife, a piora na pandemia é apontada, em sua maioria, em todas as divisões da pesquisa, que ouviu 924 eleitores a partir de 16 anos na capital pernambucana, 1.260 na capital paulista, 1.064 na fluminense e 868 na mineira nos dias 3 e 4 de novembro. A margem de erro é de três pontos percentuais para cima ou para baixo, e o nível de confiança é de 95% para todos os casos. Após sete meses de pandemia do novo coronavírus, o país entrou em estágio desacelerado da doença em 30 de setembro, segundo o monitor de aceleração da Covid-19 da Folha de S.Paulo. O índice mais alto daqueles que afirmaram melhora na pandemia está em Belo Horizonte, com 70%. Esse número sobe para 73% entre os eleitores da capital mineira que aprovam o governo Jair Bolsonaro (sem partido) e cai para 63% entre o grupo que reprova a sua gestão. Para 15% dos entrevistados a situação apresenta piora. Em comparação com a pesquisa de outubro, quando 68% apontaram melhora, os índices ficaram estáveis. Já em São Paulo, 63% veem melhora na situação da contaminação pela Covid-19 na cidade. Esse otimismo alcança os maiores índices entre os homens (70%), eleitores com 60 anos ou mais (70%) e pessoas com renda familiar entre 5 e 10 salários mínimos (70%). Na parcela que aprova o governo Bolsonaro, 70% creem na melhora da pandemia, número que cai para 57% entre os que reprovam a gestão federal. Para metade dos eleitores cariocas (51%), a pandemia apresenta melhora e para 30% está piorando. Na última pesquisa Datafolha, em outubro, 48% dos entrevistados tinha avaliação positiva da evolução da doença na cidade. Entre os que aprovam o governo Bolsonaro, 65% se mostram otimistas. Já entre os que reprovam a gestão federal, o índice cai para 42%. Na contramão das outras capitais, só um em cada três (33%) eleitores do Recife diz acreditar que a pandemia está melhorando. A maioria (53%) aponta piora da situação. Os dados mostram uma inversão em relação a pesquisa de outubro, quando 68% se mostravam otimistas. A percepção negativa é puxada pelas mulheres (61%) e entre os eleitores nas faixas de 25 a 59 anos (com 57% e 58%). Entre os eleitores que apoiam o governo Bolsonaro na capital pernambucana, 44% acham que pandemia piorou, número que alcança 63% entre os que reprovam a sua gestão. SEGUNDA ONDA A maioria dos eleitores das quatro capitais acredita que possa haver uma segunda onda de contaminação pelo novo coronavírus. Os índices mais altos foram registrados no Recife, onde 89% dos eleitores acreditam em uma nova alta de casos de Covid-19, patamar próximo ao identificado pelo Datafolha no Rio de Janeiro (82%) e em São Paulo (80%). Já em Belo Horizonte, esse número chega a 76%. Essa é a primeira vez que o Datafolha questiona os eleitores sobre uma possível segunda onda da doença no país. Na Europa, países como França, Espanha, Portugal e Reino Unido têm registrado alta de casos de Covid-19 e já anunciaram medidas restritivas e, em alguns casos, toque de recolher. Fontes: Pesquisas Datafolha presenciais com eleitores de 16 anos ou mais nas cidades de São Paulo (1.260 eleitores), Rio (1.064), Belo Horizonte (868) e Recife (924) nos dias 3 e 4 de novembro. Registros: no TRE-SP com o número SP-06709/2020, no TRE-RJ com o número RJ-02176/2020, no TRE-MG com o número MG-02074/2020 e no TRE-PE com o número PE-06862/2020. A margem de erro máxima é de três pontos percentuais para mais ou para menos. Contratantes: Folha de S.Paulo/TV Globo.