Maioria das empresas no país não dura 10 anos, e 1 de 5 fecha após 1 ano

Alessandra Saraiva
·2 minuto de leitura
A woman sits with her dog at the entrance of her second-hand clothes shop in downtown Sao Paulo January 23, 2014. REUTERS/Nacho Doce (BRAZIL - Tags: SOCIETY)
A woman sits with her dog at the entrance of her second-hand clothes shop in downtown Sao Paulo January 23, 2014. REUTERS/Nacho Doce (BRAZIL - Tags: SOCIETY)

Segundo IBGE, das nascidas em 2008, apenas 25,3% continuavam de pé em 2018 Antes mesmo da crise econômica causada pela pandemia, mais de 70% das empresas fundadas no país fechavam as portas em menos de dez anos de atividade, constatou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em sua pesquisa Demografia das Empresas e Estatísticas de Empreendedorismo, divulgada nesta quinta-feira com dados até 2018. Segundo o instituto, das empresas nascidas em 2008, apenas 25,3% continuavam de pé dez anos depois.

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Essa tendência de curta duração das empresas brasileiras pode ser visualizada melhor na evolução da taxa de sobrevivência das companhias, conforme os anos de atividade. Ainda de acordo com o levantamento, das empresas fundadas em 2008, após o primeiro ano de atividade 81,5% permaneciam abertas.

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Na prática, cerca de uma em cada cinco empresas fecharam as portas em menos de um ano em operação — ou 18,5% do total.

Com o passar do tempo, a taxa de sobrevivência das companhias no país diminui paulatinamente. Com cinco anos em operação, cerca de metade das empresas no Brasil já encerraram as portas: uma taxa de sobrevivência de 47,5% no quinto ano de atividade das empresas observadas pelo IBGE.

O estudo publicado hoje é um recorte do Cadastro Central de Empresas (Cempre), do IBGE. Em 2018, de acordo com dados do levantamento, o país tinha 4,4 milhões de empresas ativas, que davam ocupação a 38,7 milhões de pessoas.

Desse total, 32,3 milhões (ou 83,5%) eram assalariadas; e 6,4 milhões (16,5%) eram proprietários. Os salários e outras remunerações pagos por essas empresas somaram R$ 1,1 trilhão, com salário médio mensal de 2,7 salários mínimos, naquele ano. A idade média das empresas era de 11,6 anos.

Somente em 2018, a taxa de sobrevivência das empresas foi de 84,1%. Ou seja: de um total de 4,4 milhões de empresas ativas em 2017, cerca de 3,7 milhões permaneceram ativas naquele ano. Essa taxa de sobrevivência foi ligeiramente inferior à de 2017 (84,8%), informou o IBGE.

Além disso, o instituto informou que o saldo negativo de companhias em 2018, de 65,9 mil empresas, foi maior que o de 2017 (-22,9 mil empresas). O IBGE detalhou que, desde 2014 o saldo de empresas está negativo. Entre 2014 e 2018, o Brasil teve uma redução de 382,5 mil empresas e de 2,9 milhões de pessoas ocupadas assalariadas, informou o instituto.

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