Maioria dos brasileiros é contra descriminalização do aborto

Mulheres lutam pelo direito ao aborto na Colômbia. Foto: Perla Bayona/Long Visual Press/Universal Images Group via Getty Images.
Mulheres lutam pelo direito ao aborto na Colômbia. Foto: Perla Bayona/Long Visual Press/Universal Images Group via Getty Images.
  • 59% se dizem contra legalização da prática

  • Maioria dos bolsonaristas se colocam contra descriminalização

  • Aborto é regularizado em seis países da América Latina

Cerca de 59% dos brasileiros é contra a descriminalização do aborto no país, segundo a pesquisa PoderData. Em relação ao último levantamento, feito em janeiro, houve um aumento de 4%.

No Brasil, a descriminalização da interrupção voluntária de gravidez é apoiada por 24% da população, enquanto 17% afirmam não saber.

Atualmente, a legislação brasileira autoriza apenas o aborto, até o 3º mês de gestação, em caso de estupro, risco de vida para a mãe e quando o feto é anencéfalo.

Em outros países latino-americanos, a lei já se modernizou e foi flexibilizada para ainda mais casos. Nos últimos anos, diversos países da região avançaram no debate entre eles, Argentina, México, Chile e Colômbia.

A pesquisa do PoderData foi feita com 3 mil entrevistados, entre os dias 22 e 24 de maio de 2022, por meio de ligações para celulares e telefones fixos, em endereços das 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. O intervalo de confiança é de 95%. O registro no TSE é BR-05638/2022.

Os homens são os que mais se opõem ao aborto: 62% são contra a legalização da prática, enquanto a porcentagem enter mulheres é de 56%. A região com mais brasileiros contra a prática é a Centro-Oeste (65%).

Já os grupos que mais apoiam a descriminalização são os mais velhos (31%) e aqueles com ensino superior completo (37%).

Por fim, a pesquisa revelou que os apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) estão entre os mais críticos à descriminalização: 82% dos bolsonaristas são contra a prática. Entre aqueles que se opõem ao presidente, o valor cai para 42%.

Recentemente, o pré-candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT), defendeu que o aborto deve ser tratado como uma questão de saúde pública.

Em referência ao presidente Jair Bolsonaro (PL), mas sem citá-lo, o petista disse que a "pauta da família" é muito atrasada, e "autorizada por um homem que não tem moral para fazer isso".

Lula lembrou que a proibição da interrupção voluntária da gravidez vitimiza principalmente mulheres pobres que, sem acesso a métodos seguros, colocam sua saúde e vida em risco em procedimentos clandestinos. "Aqui no Brasil, as mulheres pobres morrem tentando fazer aborto, porque é proibido, o aborto é ilegal", disse Lula. “Madames vão para Paris”, completou.

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