Maioria dos brasileiros só pode se manter por até três meses com redução de renda

Extra
·2 minuto de leitura
Foto: Arquivo

A pandemia do coronavírus provocou perda de renda para muitos brasileiros: alguns trabalhadores foram demitidos, outros tiveram seus contratos de trabalho suspensos ou salários reduzidos ano passado, e informais viram seu retorno financeiro despencar com a mudança de hábitos da população e a adoção do isolamento social. De acordo com o Relatório Pace Pulse Brasil 2020, 48% dos brasileiros só conseguem se manter com redução de renda por até três meses. Outros 16% podem manter seus estilos de vida por seis meses, 4% por nove meses, 11% por um ano e 17% por mais tempo.

A pesquisa, realizada em outubro de 2020 com 2 mil pessoas, classificou os entrevistados de acordo com as gerações. No entanto, o resultado entre as faixas etárias foi bastante semelhante. Entre os Millennials de 24 a 28 anos, 9% responderam que já não conseguem se manter; 26% que têm capacidade de se sustentar por mais um mês; e 21% que podem esperar até três meses. Na geração Z, grupo de pessoas entre 18 e 23 anos, 7% disseram que não têm nenhuma condição de viver com renda reduzida; 25% podem aguentar um mês ou menos; e 23% acreditam poder esperar até três meses.

Quando se trata dos mais velhos, a geração Baby Boomers, entre 55 e 73 anos, 12% afirmaram que não têm possibilidade de se manter; 19% podem esperar um mês, 10% até três meses; 21% até seis meses e outros 21% mais de um ano. Nesse grupo, mais de três quartos (77%) contaram que têm contas de previdência privada para usar como rede de segurança.

Ainda segundo o relatório, as famílias mais instáveis financeiramente são as desbancarizadas, com quase um quarto (24%) afirmando que já não conseguem pagar suas contas, seguidas por consumidores que usam varejistas para seus serviços bancários e financeiros.

Quando perguntados sobre quais impactos sofreram por causa da crise do coronavírus, 28% disseram que tiveram salário reduzido e 8% o contrato suspenso; 11% foram demitidos; 28% tiveram adiamento de promoção, de aumento salarial ou de bônus.