Mais de 1.000 crianças foram exploradas sexualmente em cidade inglesa, aponta inquérito

LONDRES (Reuters) - Mais de 1 mil crianças de Telford, na Inglaterra, foram exploradas sexualmente desde 1989 porque a polícia e os governos locais falharam em investigar os agressores, concluiu um inquérito independente nesta terça-feira.

O inquérito foi lançado após uma investigação do jornal Sunday Mirror em 2018 descobrir relatos de exploração sexual que datavam dos anos 1980. Desde então, o inquérito confirmou esses relatos e descobriu que se permitiu que o abuso continuasse existindo porque as crianças acabavam recebendo a culpa por ele, não os agressores.

Professores e trabalhadores próximos à juventude eram desencorajados a relatar abuso sexual infantil, e a polícia temia que investigar alguns dos homens asiáticos que realizavam o abuso seria inflamatório às tensões raciais, segundo o relatório.

“Incontáveis crianças foram agredidas sexualmente e estupradas. Elas eram deliberadamente humilhadas e degradadas. Elas eram compartilhadas e negociadas”, disse o presidente do inquérito.

“Vítimas e sobreviventes várias vezes disseram ao inquérito como, quando eram crianças, homens adultos trabalhavam para ganhar sua confiança antes de traí-la impiedosamente, tratando-as como objetos sexuais ou commodities”.

A polícia local pediu desculpas pelas suas falhas e o governo local pediu desculpas aos sobreviventes.

(Reportagem de Andrew MacAskill)

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