Mais de 1.200 civis foram mortos em 2021 no leste da RDC

Soldados perto da sede do governo de Kivu do Norte, em Goma, em 10 de maio de 2021 (AFP/ALEXIS HUGUET)

Mais de 1.200 civis morreram este ano nas províncias de Kivu do Norte e Ituri, informou nesta sexta-feira (10) a Agência de Refugiados da ONU, insistindo que milhões de pessoas precisam de ajuda humanitária nesta parte do leste da República Democrática do Congo (RDC).

Acnur está ciente de "mais de 1.200 civis mortos e 1.100 estupros este ano" em Kivu do Norte e Ituri, disse o porta-voz da agência, Boris Cheshirkov, em uma entrevista coletiva em Genebra.

As autoridades congolesas colocaram as duas províncias em estado de sítio em maio para tentar pôr fim às atividades dos grupos armados, especialmente das Forças Democráticas Aliadas (ADF).

Os ataques atribuídos às ADF "aumentaram em brutalidade desde o final de 2020 e a frequência de assassinatos de civis não diminuiu", lamenta a Acnur.

Inicialmente, as ADF eram rebeldes muçulmanos de Uganda, mas atualmente a organização jihadista Estado Islâmico (EI) afirma que são um de seus braços na África central.

A Acnur também afirma ter "registrado 25.000 violações dos direitos humanos este ano" e "mais de um milhão de congoleses deslocados no leste do país", segundo o porta-voz.

A agência da ONU pede medidas urgentes e mais apoio da comunidade internacional.

"Faltando menos de quatro meses para o final do ano, recebemos apenas 51% dos 205 milhões de dólares necessários em 2021 para a operação na RDC", observa Acnur.

O leste da RDC está mergulhado na violência há 25 anos devido à presença de grupos armados locais e estrangeiros.

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