Mais de 100 mortos ou desaparecidos em naufrágio na RDC

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Embarqueno rio Congo, em Mbandaka, em 25 de maio de 2019 (AFP/Junior KANNAH)

O naufrágio de uma embarcação no rio Congo, no início da semana passada, deixou mais de cem mortos ou desaparecidos na República Democrática do Congo, em mais um acidente do tipo nos lagos e rios do imenso país da África Central.

O desastre ocorreu na noite de segunda para terça-feira, por volta das 23h30, em Mongala, uma província florestal do noroeste da RDC, informou à AFP Nestor Magbado, porta-voz adjunto do governador provincial.

Ocorreu perto da aldeia de Engengele, a 24 km da capital provincial de Bumba.

Os corpos de 38 homens, 13 mulheres e 10 crianças foram recuperados, informou a mesma fonte na manhã deste sábado, estimando em cerca de 60 o número de desaparecidos. Existem 39 sobreviventes, acrescentou.

Na ausência de controle de passageiros, o número de desaparecidos é uma estimativa baseada no número aproximado de pessoas que a embarcação em questão poderia conter.

Não se tratava de um barco propriamente dito, mas de nove canoas motorizadas ligadas entre si, que partiram de uma aldeia rio acima e se dirigiam para Mumba, segundo Magbado.

"A sobrecarga agravada pelo mau tempo, com fortes rajadas de vento" naquela noite pode explicar o naufrágio, disse.

Estavam a bordo "alunos que regressavam a Bumba, comerciantes, mães comerciantes, todo o tipo de pessoa", detalhou o porta-voz.

Os proprietários das embarcações estão foragidos "e os serviços competentes estão mobilizados para encontrá-los", acrescentou.

A informação sobre a extensão do acidente só foi informada alguns dias depois pela mídia congolesa e confirmada à AFP esta manhã pelas autoridades provinciais.

Segundo Magbado, a província informou a Kinshasa do naufrágio logo após o evento, "mas tínhamos ressalvas sobre o balanço", explicou.

Os naufrágios são comuns na RDC, frequentemente com grande número de vítimas e perdas materiais. As embarcações costumam estar superlotadas e os passageiros não usam coletes salva-vidas.

O país, que possui uma superfície de 2,3 milhões de km2, tem muito poucas estradas transitáveis e as viagens são frequentemente feitas no rio Congo e seus afluentes, bem como nos lagos do leste, Kivu e Tanganica em particular.

Neste sábado, as buscas continuavam no Congo para recuperar outros corpos, liderados em particular pelo serviço provincial de ações humanitárias e Cruz Vermelha, "estamos lutando com os meios disponíveis", disse Magbado.

A esperança de encontrar outros sobreviventes "está diminuindo a cada dia", lamentou. Um luto provincial de três dias será observado a partir de segunda-feira.

at/jhd/mr

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