Mais de 110 migrantes morrem em três dias após tentar atravessar o mar Mediterrâneo

Extra
·1 minuto de leitura

RIO — Pelo menos 113 migrantes em quatro embarcações morreram no mar Mediterrâneo entre terça e quinta-feira, segundo uma reportagem do jornal britânico The Guardian. Entre as vítimas estavam pelo menos duas crianças, entre elas um menino de seis meses.

O mais mortal dos naufrágios foi anunciado pela Organização Internacional para as Migrações (OIM) na quinta-feira, quando pelo menos 74 migrantes morreram na costa da cidade de Homs, na Líbia.

Segundo a OIM, o barco transportava mais de 120 pessoas, com mulheres e crianças entre os passageiros. A guarda costeira e pescadores conseguiram levar 47 sobreviventes à costa, e 31 corpos haviam sido resgatados até esta quinta-feira.

— A crescente perda de vidas no Mediterrâneo é uma manifestação da incapacidade dos Estados de tomar ações decisivas para redistribuir a tão necessária Busca e Resgate na travessia marítima mais mortal do mundo — disse Federico Soda, chefe de Missão da OIM na Líbia.

Algumas horas após o caso ser divulgado, a organização Médicos sem Fronteiras deu auxílio a três mulheres que foram as únicas sobreviventes de outro naufrágio, que matou 20 pessoas na costa de Sormane, também na Líbia, segundo o The Guardian.

Em outro incidente, na quarta-feira, um bebê de 6 meses estava entre as seis vítimas que morreram após um bote virar também na costa da Líbia.

O menino, da Guiné, chegou a sobreviver o naufrágio, mas morreu durante o resgate.

Um dia antes, na terça-feira, outra criança, cuja idade não foi divulgada, foi uma das 13 vítimas de outro naufrágio na mesma região. Onze sobreviventes foram levados de volta à Líbia.

Em 2020, mais de 900 pessoas já morreram ao tentar chegar à Europa pelo Mediterrâneo, segundo a agência de notícias Reuters.