Mais de 300 quilos de óleo são retirados de praia na Bahia

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Mais de 300 quilos de óleo foram retirados da praia de Itacimirim, em Camaçari, no litoral norte da Bahia, desde que manchas de petróleo voltaram a ser vistas na faixa de areia na última quarta-feira. O petróleo foi recolhido pela Defesa Civil do município e pela Capitania dos Portos.

A limpeza da praia ocorre há três dias e ainda não terminou. De acordo com o coordenador da Defesa Civil de Camaçari, Ivanaldo Soares, cerca de 80% das placas de óleo foram retiradas e o restante será removido nos próximos dias.

— O material recolhido será enviado para análise no Rio de Janeiro. Mas, pelo que observamos, ainda é o passivo de 2019, quando apareceu óleo nas praias do Nordeste. Esse óleo agora está petrificado, ele estava impregnado nos recifes mas a maré alta arrancou e trouxe para a areia. Já era previsto que isso poderia acontecer — explicou Soares.

Desde a última quarta-feira, manchas de petróleo foram vistas em cerca de 200 metros quadrados de faixa de areia, na praia de Itacimirim. Em 2019, foram retiradas 35 toneladas de óleo no local, de acordo com a Defesa Civil de Camaçari.

Pelotas de óleo começaram a surgir em praias da costa nordestina em 30 de agosto de 2019. Com 200 quilômetros de extensão segundo imagens de satélite, a primeira mancha foi encontrada pela empresa particular especializada em georreferenciamento HEX. No entanto, o derramamento teria ocorrido cerca de um mês antes, segundo as investigações.

Desde então, a União gastou R$ 187,6 milhões para conter o megavazamento, numa força-tarefa que reuniu 16.848 servidores públicos, sobretudo da Marinha, do Exército e da Defesa Civil. Segundo o relatório, as equipes coletaram 5.000 toneladas de resíduos, com óleo, materiais e detritos contaminados. Pelo menos 112 animais morreram.

Ao todo, 1.013 localidades foram atingidas. Além dos graves danos à vida marinha, o episódio prejudicou a pesca, atividade de subsistência de diversas famílias, e o turismo, que movimenta a região litorânea. Durante as investigações, a Polícia pediu cooperação da Nigéria, da África do Sul, de Cingapura, da Venezuela e da Grécia.

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