Mais 33 pessoas são sentenciadas por participação nos protestos de julho de 2021 em Cuba, elevando total a 414

Mais 33 pessoas foram sentenciadas por participar das manifestações antigovernamentais de 11 e 12 julho de 2021 em Cuba, elevando o número total de condenados para 414, alguns recebendo até 25 anos de prisão, segundo informou na quinta-feira a noite a Procuradoria-Geral.

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As sentenças foram anunciadas logo após Washington sancionar cinco autoridades cubanas na quinta-feira por sua atuação nos julgamentos dos participantes do protestos, os maiores contra o governo local em décadas.

Esses protestos, que eclodiram aos gritos de "estamos com fome" e "liberdade", deixaram um morto, dezenas de feridos e mais de 1.300 detidos, centenas dos quais ainda estão presos, segundo a organização civil Justicia 11J.

Em um comunicado, a Procuradoria-Geral informou que dos 33 participantes dos protestos registrados em Havana e na província vizinha de Mayabeque, que apelaram de suas sentenças em primeira instância, "30 foram punidos com penas de privação de liberdade", 20 deles entre 5 e 10 anos de prisão, enquanto outros 10 entre 10 e 18 anos.

A pena de privação de liberdade foi comutada para mais duas por "trabalho correcional sem internamento", e para uma terceira por "limitação de liberdade", o que também não implica que ela será levada a prisão, acrescentaram as autoridades, sem especificar a idade dos sentenciados.

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O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, havia informado que Washington sancionou cinco autoridades cubanas por seu papel nos julgamentos "injustos" e na prisão de participantes dos protestos em julho passado.

É uma resposta às autoridades "que negam aos cubanos seus direitos humanos básicos e liberdades fundamentais", acrescentou Blinken, sem citar nomes.

Seu homólogo cubano, Bruno Rodríguez, reagiu esta sexta-feira no Twitter: "Mais uma vez os EUA recorrem a medidas coercitivas contra Cuba como um ato de agressão, com sanções individuais baseadas em acusações mentirosas e absolutamente infundadas".

"Eles não nos dobram, apenas provocam nossa rejeição mais enérgica", disse Rodríguez, que também publicou sua reação em inglês.

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As autoridades cubanas afirmam que as manifestações, as maiores registradas na ilha desde o triunfo da revolução em 1959, foram orquestradas pelos Estados Unidos, cujo governo tem exigido insistentemente que Havana liberte todos os prisioneiros.

Em outro comunicado publicado na segunda-feira, a Procuradoria-Geral divulgou as condenações finais de 381 manifestantes, incluindo 36 que receberam sentenças de até 25 anos de prisão por sedição.

O governo informou em 25 de janeiro que 790 pessoas, incluindo 55 menores de 18 anos, foram acusadas pelas manifestações de julho.

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