Mais de 48 horas após ter confessado o crime, suspeito de matar técnica de enfermagem segue solto

Mesmo após ter confessado, em sede policial, na tarde da última terça-feira, ter matado e ocultado o cadáver da técnica de enfermagem Rita de Kássia Nogueira Matias Santos, de 27 anos, o estudante de enfermagem Iago Lace Falcão, de 26, não teve um pedido de prisão expedido até a manhã desta sexta-feira. Rita foi morta na madrugada de segunda-feira, e, segundo a família, há indícios de que a jovem tenha sido torturada.

A técnica desapareceu na noite do último domingo, após sair com Iago, com quem mantinha um relacionamento havia pouco mais de um mês. Em um vídeo feito por câmeras de segurança, os dois deixam a casa onde Rita morava com a família, em Nilópolis, na Baixada Fluminense, por volta de 21h30. Ela não foi mais vista.

Segundo a família da jovem, na tarde de segunda-feira, a mãe da Rita tentou contato com Iago, já que a filha não respondia as mensagens ou retornava ligações. Iago se limitou a dizer que Rita estava alterada na noite anterior e pediu para descer do carro no meio do caminho, em uma ponte em Ricardo de Albuquerque, na Zona Norte do Rio. Após responder a mãe da jovem, o estudante apagou todas as redes sociais e a família não conseguiu mais contato:

— Após o contato, ele deletou todas as redes sociais. Derrubou tudo. Ficamos ainda mais desesperados — conta a madrasta de Rita, Raquel Alves.

Na noite de segunda-feira, Marconildo dos Santos, pai da jovem, registrou o desaparecimento na 57ª DP (Nilópolis). O corpo de Rita só foi encontrado na noite de terça-feira, após o autor do crime indicar o local da ocultação do cadáver, em uma casa abandonada que pertence a sua família, em Bento Ribeiro, também na Zona Norte da capital fluminense.

Rita foi enterrada na manhã de quinta-feira, no Cemitério Municipal de Nilópolis. Na ocasião, parentes e amigos pediram justiça e que Iago seja preso pelo crime.

— Nós queremos justiça, só isso. Ela pode não ter sido a primeira e também pode não ser a última. Ele está aí, está solto — falou Ana Beatriz dos Santos, cunhada da vítima.