Mais de 60 congressistas americanos pedem para Biden retirar status de aliado militar preferencial do Brasil

  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
·2 minuto de leitura
Neste artigo:
  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.

Mais de 60 deputados democratas do Congresso americano enviaram uma carta ao presidente americano Joe Biden nesta quinta-feira, na qual manifestam “profunda preocupação com a busca do presidente Jair Bolsonaro por políticas no Brasil que ameaçam o regime democrático, os direitos humanos, a saúde pública e o meio ambiente”.

Na carta, à qual a BBC Brasil teve acesso primeiro com exclusividade, os congressistas pedem que o Brasil perca o status de aliado prioritário extra-Otan, condição concedida pelo ex-presidente Donald Trump em 2019 que possibilita ao Brasil obter equipamentos militares americanos de segunda mão por preços mais baixos.

Os congressistas também pedem que os Estados Unidos retirem seu apoio à elevação do Brasil à condição de grande aliado da Otan, negociada em viagem do conselheiro de Segurança Nacional, Jake Sullivan, a Brasília no começo de agosto. O apoio americano viria em troca de políticas contrárias à China por parte do governo brasileiro, como a interdição da participação de tecnologias da Huawei no leilão da banda de telefonia 5G, previsto para este ano.

“O histórico deplorável de Bolsonaro no cargo exige uma revisão urgente das relações EUA-Brasil, com foco na identificação de ajustes potenciais no relacionamento que poderiam fornecer uma alavanca para incentivar um comportamento menos prejudicial”, dizem os congressistas.

“Essa revisão deve incluir a cooperação bilateral no combate às drogas e ao terrorismo e, mais notavelmente, a oferta feita ao Brasil para se tornar um parceiro global da Otaon. Em 2019, o Brasil foi designado aliado importante extra-Otan. Bolsonaro usou essa designação para seu benefício político, citando-a como uma grande conquista e um selo de aprovação do governo dos Estados Unidos”.

A condição de aliado extra-Otan foi concedida na primeira viagem de Bolsonaro aos Estados Unidos como presidente, em agosto de 2019. Atualmente 17 países desfrutam do status. Na época, a condição foi entendida como um agrado a setores militares, um dos principais eixos de apoio do governo brasileiro. Ao longo desses dois anos, o Brasil não desfrutou da condição para obter melhorias substanciais em seus equipamentos militares.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos