Mais 74 pessoas são condenadas por protestos em Cuba, elevando total a 414

Os tribunais cubanos sentenciaram mais 74 participantes dos protestos contra o governo, em julho de 2021, somando um total de 488 condenados até agora, informou nesta quarta-feira a Procuradoria-geral do país. Os juízes também ordenaram a absolvição de dois réus.

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Dos 74 condenados, 56 receberam penas de 10 a 18 anos de prisão, enquanto 18 tiveram suas penas convertidas em prestação de serviços à comunidade. Segundo a Procuradoria, os condenados "atentaram contra a ordem constitucional e a estabilidade de nosso Estado socialista".

Em 11 e 12 de julho de 2021, milhares de pessoas foram às ruas em 50 cidades cubanas contra o governo. Os protestos deixaram um morto, dezenas de feridos e centenas de detidos. As autoridades cubanas afirmam que as manifestações, as maiores registradas na ilha desde a Revolução em 1959, forem orquestradas pelo governo do Estados Unidos, que exige de Havana a libertação de presos políticos.

Até a semana passada, as autoridades judiciais haviam informado 414 condenados em última instância, incluídos 36 com penas de até 25 anos de prisão por "sedição". Em janeiro, o governo comunista informou que 790 pessoas foram indiciadas por estes protestos, entre elas, 55 menores.

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A embaixada americana questionou nesta quarta-feira no Twitter a situação do líder opositor José Daniel Ferrer, detido em 11 de julho em Santiago de Cuba.

"Por que o regime de Cuba impediu @jdanielferrer de falar com sua família por 17 dias, inclusive no Dia dos Pais? José Daniel e todos os manifestantes do #11J detidos devem ser libertados", afirmou a representação diplomática.

Em maio, dez meses depois dos protestos, o Parlamento cubano aprovou por "unanimidade" um novo Código Penal, com tipificações mais rigorosas como a "participação em atividades subversivas", em uma contundente dissuasão às manifestações.

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