Mais da metade dos europeus pode se infectar com a ômicron em 2 meses, alerta OMS

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Mais da metade dos europeus deve ser infectada pela ômicron nos próximos dois meses caso o atual avanço da variante do coronavírus não seja controlado, alertou a OMS (Organização Mundial da Saúde), nesta terça-feira (11). O continente é considerado o atual epicentro da pandemia, com forte impacto da cepa.

Nas últimas semanas, vários países voltaram a adotar restrições mais duras para frear o avanço do vírus. De acordo com o portal Our World in Data, ligado à Universidade de Oxford, no domingo (9) —último dado disponível— o continente registrou uma média móvel de 1,06 milhão de novos casos diários da doença.

Na semana do Natal, quando os diagnósticos começaram a disparar, a Europa tinha registrado 422 mil novas contaminações. Nesse ritmo de crescimento, o diretor da OMS no continente, Hans Kluge, destacou um estudo da Universidade de Washington que prevê que mais de 50% da população da região pode se infectar com a ômicron nas próximas seis ou oito semanas. Pelos critérios da OMS, isso abarca 53 países e territórios, incluindo alguns na Ásia Central.

O número de mortes, porém, não necessariamente deve seguir essa lógica. No período do Natal ao último domingo, a cifra, apesar de ser maior do que o registrado no pico do segundo semestre de 2021, vem diminuindo —o que, segundo especialistas,é fruto da vacinação. No domingo, foram 2.838 óbitos por Covid na Europa.

Um ano antes, em janeiro de 2021, o continente registrou mais de 5.000 mortes. Na época, a campanha de vacinação ainda estava no começo. Atualmente, a média europeia é de 61,9% dos habitantes com o ciclo vacinal completo. A proporção é maior em nações da porção ocidental, como Alemanha (71%) Itália (75%), França (74%), Portugal (90%) e Espanha (81%).

"Há um número muito maior de casos assintomáticos", ressaltou Kluge.

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