Mais de 1 milhão de posts falsos sobre a Covid-19 foram apagados

·2 min de leitura
Mulher usando o computador; na tela, está escrito 'fake news', que significa 'notícias falsas'
Dentre os assuntos, estão declarações que negam a existência da pandemia ou afirmam que as vacinas provocam autismo ou levam à morte, o que é mentira

(Getty Images)

  • Facebook e Instagram afirmaram que deletaram mais de 1 milhão de posts falsos sobre a Covid-19

  • Remoção acontece desde o começo da pandemia no Brasil 

  • No mundo, o número alcança 20 milhões de conteúdos

O Facebook e Instagram informaram, nesta quinta-feira (11), que removeram no Brasil, desde o começo da pandemia, mais de 1 milhão de posts, comentários e stories que continham informações falsas sobre a Covid-19. As informações são do g1.

Dentre os assuntos, estão declarações que negam a existência da pandemia ou afirmam que as vacinas provocam autismo ou levam à morte, o que é mentira. No mundo, esse número alcança 20 milhões de conteúdos.

Leia também:

Segundo o Facebook, sua plataforma que reúne informações confiáveis sobre a pandemia, oriundas de fontes como a Organização Mundial da Saúde (OMS), foi acessada por mais de 76 milhões de pessoas no Brasil.

Informações proibidas

A Meta, empresa que detém o Facebook, Instagram e WhatsApp, afirmou que trabalha junto com a OMS e outras autoridades de saúde para entender quais conteúdos podem prejudicar a sociedade.

Há, inclusive, uma lista que aponta que devem ser excluídos os conteúdos com afirmações falsas sobre os seguintes temas:

  • Existência ou gravidade da Covid-19;

  • Transmissão da Covid-19 e imunidade dela;

  • Curas garantidas ou métodos de prevenção da Covid-19;

  • Desincentivo a boas práticas de saúde;

  • Acesso a serviços de saúde essenciais.

Bolsonaro teve, pelo menos, 17 vídeos apagados do Youtube

Jair Bolsonaro (sem partido) já foi alvo diversas vezes de exclusão de posts, nas redes sociais, com informações falsas sobre a Covid-19. O caso mais recente foi em outubro, quando o presidente afirmou, durante uma live, que pessoas vacinadas contra a Covid-19 "estão desenvolvendo a síndrome da imunodeficiência adquirida (Aids) muito mais rápido do que o previsto".

O post foi excluído tanto do Facebook quanto do Youtube, que também trabalha para conter a desinformação em sua plataforma. De acordo com um levantamento do g1, ao menos 17 vídeos de Bolsonaro foram retirados do site.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos