74% dos brasileiros que pedem adiantamento usam valor para comprar comida

Mais de 70% dos brasileiros que pedem adiantamento usam o valor para comprar comida
Mais de 70% dos brasileiros que pedem adiantamento usam o valor para comprar comida
  • Além dos gastos com comida, cerca de 14% usaram valor para comprar combustíveis;

  • Aproximadamente 7% utilizam o adiantamento para custear itens de farmácia;

  • A pesquisa foi feita pela empresa de benefícios ValeCard.

A cada dez brasileiro que pediram antecipação de salário no primeiro trimestre de 2022, nove usaram os valores com itens de necessidade básica, como comida e medicamentos, segundo pesquisa feita pela empresa de benefícios ValeCard.

Para realizar o levantamento, foi levado em consideração 68 mil transações feitas no primeiro trimestre por 18 mil usuários do cartão da empresa específico para antecipação salarial e aceito em rede credenciada. Desse total de compras, foi observado que 74,18% ocorreram estabelecimentos de alimentação e mercearia, enquanto 14,13% foram para pagar combustíveis e 7,37% para custear itens de farmácia.

– Um dos nossos produtos é justamente o adiantamento salarial, com um cartão específico para que as empresas não precisem tirar do fundo de caixa os valores para atender as necessidades do funcionário. Tivemos um insight de entender como está se dando o comportamento de consumo nesse pós-pandemia – explica Virgilio Costa, gerente de Marketing da companhia.

Considerando o valor médio gasto pelos usuários nos últimos anos, a pesquisa apontou que os combustíveis foi o segmento que mais variou. De janeiro a março deste ano, os brasileiros que pedem adiantamento gastam em média 53,90% a mais com combustível do que gastavam no mesmo período de 2021. No caso dos gastos com alimentação e mercearias o aumento foi de 24,64% entre 2020 e 2022.

Preço dos alimentos no Brasil cresce 15% em um ano, aponta IBGE

O levantamento da inflação de abril, medida pelo IPCA-15, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou que os alimentos da mesa dos brasileiros ficaram 15% mais caros do último ano para agora.

Os tubérculos e as raízes, como o aipim e a abobrinha, registraram uma alta de 68% nos últimos 12 meses, sendo 46,75% somente neste ano de 2022.

A cenoura e o tomate, por sua vez, apresentaram um encarecimento ainda maior, de 195% e 117,49% neste último ano. A batata registrou um aumento de 38,68%, enquanto o preço da laranja-baía cresceu 25,4%, e o do mamão 40,33%.

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