Mais de 70 mil pacientes internados morreram de Covid-19 esperando um leito de UTI

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In this April 16, 2020 photo, Jonas Sena, suspected of suffering from COVID-19 disease, waits on a stretcher to be allowed in the 28 de Agosto hospital in Manaus, Amazonas state, Brazil. Manaus’ health care system, already strained before the coronavirus crisis, is buckling under the current onslaught of coronavirus patients. (AP Photo/Edmar Barros)
O número de mortes, que representa um óbito para cada três pessoas hospitalizadas, em tese, poderia ser menor com o tratamento intensivo (Foto: AP Photo/Edmar Barros)

Desde o início da pandemia de coronavírus, há um ano, ao menos 72.264 pessoas morreram por Covid-19 sem ter acesso a um leito de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) mesmo tendo sido internadas. Esse número representa mais 25% dos quase 280 mil mortos deixados pela doença no país até agora. 

Isso significa que o paciente dava entrada no hospital, era internado em um leito de enfermaria, por exemplo, mas, na espera de um leito UTI equipado para atender pessoas com sintomas graves de Covid-19, como falta de ar, não resistia à doença. 

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Os dados são do Sivep-Gripe (Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe) e fazem parte de um levantamento da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) realizado a pedido da Folha de S. Paulo.

De acordo com o jornal, o número pode ser ainda maior, porque em 22.712 casos, ou cerca de 10% deles, não há informação de que pessoa teve acesso a UTI. Em 124.064, ou 57% dos casos, a morte ocorreu em UTI.

Especialistas ouvidos pelo jornal afirmam que as mortes fora de leitos de UTI acontecem principalmente pela falta de acesso da população, seja pela falta de vaga, seja pela dificuldade de chegar até um leito. 

Ou seja, o número de mortes, que representa um óbito para cada três pessoas hospitalizadas, em tese, poderia ser menor com o tratamento intensivo.

No auge da pandemia contra o novo coronavírus, 19 estados e o Distrito Federal com a taxa de ocupação de 80% ou mais de leitos de UTI. Se olharmos para as capitais, a situação é ainda pior: 24 delas já registrando esse percentual de lotação.

De acordo com dados das secretarias de saúde, há ao menos 1.538 pessoas esperando uma vaga no SUS em UTI nem 13 unidades da federação. 

Segundo a Folha, Santa Catarina (419), Goiás (291) e Distrito Federal (224) lideravam a lista até a última quinta-feira (11).

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