Mais empresas de tecnologia ocidentais definem saída da Rússia

Por Supantha Mukherjee e Alexander Marrow

ESTOCOLMO/MOSCOU (Reuters) - Empresas de tecnologia, incluindo Ericsson e Nokia, anunciaram nesta segunda-feira planos para saída completa da Rússia, seguindo a Dell na semana passada.

A Ericsson disse que se retirará gradualmente da Rússia nos próximos meses, enquanto sua rival finlandesa Nokia disse que também planeja sair de seus negócios russos até o fim do ano.

A suíça Logitech International também disse que encerrará suas atividades restantes na Rússia, tendo suspendido suas operações em março.

Embora a Ericsson tenha suspendido seus negócios na Rússia indefinidamente em abril, a Nokia deu um passo adiante e disse que se retiraria totalmente do país.

"Até o final do ano, a grande maioria de nossos funcionários na Rússia terá saído da Nokia, e desocupamos todos os nossos escritórios", disse um porta-voz da empresa na segunda-feira. "Vamos manter uma presença formal no país até que o fechamento legal seja concluído."

A Ericsson, que pôs seus funcionários em licença remunerada no início deste ano, também registrou uma provisão de 900 milhões de coroas (95 milhões de dólares) no primeiro trimestre para depreciação de ativos e outros custos excepcionais ligados à mudança, com cerca de 400 funcionários na Rússia e disse que dará apoio financeiro aos afetados.

A Nokia, que tinha cerca de 2 mil funcionários na Rússia, disse que sua atividade restante no país está ligada à manutenção limitada de redes críticas para cumprir obrigações contratuais e humanitárias. Com a saída da Ericsson e da Nokia, as operadoras móveis da Rússia MTS e Tele2 se tornarão mais dependentes de empresas chinesas como Huawei e ZTE.

MTS e Tele2 se recusaram a comentar.

O jornal russo Kommersant noticiou pela primeira vez a saída da Ericsson e disse que parte de sua equipe de suporte se mudaria para uma nova empresa que será estabelecida por altos gerentes na Rússia. A Ericsson não comentou a nova empresa.