Mais membros do Partido Conservador britânico retiram apoio a Johnson após festas na pandemia

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Primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, em Blackpool
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LONDRES (Reuters) - Três parlamentares do Partido Conservador britânico, que governa o país, retiraram o apoio ao primeiro-ministro Boris Johnson nesta quinta-feira, após um relatório condenatório que detalha uma série de festas regadas a álcool na residência oficial e gabinete de Downing Street que quebravam regras do lockdown imposto para combater a Covid-19.

Um dia após a publicação do relatório, que descreve uma cultura de bebedeiras em Downing Street durante os períodos de lockdown, os parlamentares conservadores John Baron, David Simmonds e Stephen Hammond disseram que não podem mais apoiar o primeiro-ministro.

Suas vozes acrescentam a uma lista cada vez maior de parlamentares conservadores que pediram a renúncia de Johnson por conta do escândalo chamado de "partygate", apesar dos muitos pedidos de desculpas do primeiro-ministro. As dissidências, no entanto, não são suficientes para provocar um voto de confiança contra Johnson.

Baron, eleito pela primeira vez em 2001, disse que retirou seu apoio pois acredita que Johnson havia "sabidamente" enganado o Parlamento --uma acusação negada pelo primeiro-ministro, mas que é investigada por um comitê parlamentar.

"Dada a escala de violação de regras em Downing Street, eu não posso aceitar que o primeiro-ministro não estava ciente. Portanto, suas garantias repetidas ao Parlamento de que não houve violação de regras é simplesmente inacreditável", disse o parlamentar em nota.

Mais de 15 parlamentares conservadores pediram publicamente a renúncia de Johnson desde que as informações sobre as festas que transgrediram o lockdown começaram a aparecer na imprensa. Mas o primeiro-ministro se nega, dizendo que ainda tem trabalho a fazer no governo.

Para provocar uma votação de confiança na liderança de Johnson, 54 parlamentares conservadores precisam escrever cartas solicitando o procedimento ao diretor do Comitê 1922 do partido. Hammond, que é ex-ministro, disse que enviou sua carta.

As cartas são confidenciais, portanto apenas o diretor sabe quantas foram de fato enviadas.

(Reportagem de Elizabeth Piper)

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