Major angolano Pedro Lussati condenado a 14 anos de prisão

Já é conhecida a sentença final do caso “Lussati”, que contou com 49 arguidos, e que terá lesado os cofres do estado angolano num montante equivalente a dezenas de milhões de euros.

O major Pedro Lussati, principal arguido, foi condenado, em cúmulo jurídico, a 14 anos de prisão e a 100 dias de multa pelos crimes de peculato, fraude e branqueamento de capitais.

A sentença foi apresentada na noite desta quinta-feira pelo juiz, Andrade da Silva, numa sessão que se prolongou durante mais de cinco horas.

De acordo com o juiz, ficou provado que Lussati cometeu o crime de peculato, uma vez que adulterou e inflacionou folhas de salário da Casa de Segurança do Presidente da República de Angola, na década compreendida entre 2008 e 2018. Por este crime, terá de cumprir nove anos de prisão, a que se juntam quatro por fraude no transporte de moeda para o exterior e mais quatro pelo crime de branqueamento de capitais, de forma continuada.

O coarguido, Jacinto Hengombe, assistente da secretária-geral da Casa de Segurança do Presidente angolano, foi condenado a 11 anos de prisão, em cúmulo jurídico, pelos crimes de peculato e branqueamento de capitais. Os outros arguidos terão de cumprir penas entre os três e sete anos de prisão.

Existem 49 arguidos no caso Lussati em que se incluem altas patentes militares e civis, acusadas de estarem envolvidas num esqueda fraulento, que lesou o estado angolano num montante equivalente a dezenas de milhões de euros.

O julgamento, que teve início a 28 de junho de 2022, teve muita repercurssão em Angola e os cidadãos angolanos aguardavam com expetativa o desfecho deste caso.