Major do Corpo de Bombeiros morto por traficantes é sepultado com honrarias

O major do Corpo de Bombeiros Wagner Bonin, que foi sequestrado e morto por traficantes na tarde de quarta-feira (16), em São João de Meriti, cidade da Baixada Fluminense, onde morava, será enterrado, na manhã deste sábado, no Cemitério Parque Jardim de Mesquita. Dezenas de bombeiros foram dar adeus ao colega. O corpo chegou no caminhão da corporação e o sepultamento terá honras militares. Bonin, que teve o corpo carbonizado, era lotado no Grupamento de Operações Aéreas (GOA) do Corpo de Bombeiros. Em 2019, ele foi condecorado por sua atuação na tragédia de Brumadinho.

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O enterro foi marcado por emoção e homenagens. Dois helicópteros participaram da homenagem ao major. Um jogou pétalas de flores e outro passou mais próximo ao solo com dois oficiais que trabalhavam diretamente com Bonin prestando continência.

De acordo com a Polícia Militar, por volta das 19h de quarta-feira, policiais da corporação foram informados de que um carro com as mesmas características do veículo utilizado pelo militar estaria na região do Parque Columbia, na Pavuna, Zona Norte do Rio. Policiais do 41º BPM (Irajá) foram à Rua Ibirubá, onde localizaram um corpo carbonizado no interior de um carro. A identificação do militar foi feita por meio da digital, no Instituto Médico-Legal, na manhã desta quinta-feira. Segundo o IML, a mão direita do militar não foi queimada, permitindo o exame.

Segundo informações recebidas pela polícia, a esposa do oficial entrou em contato com o comandante do grupamento onde ele era lotado após estranhar a demora do marido em voltar para casa. Por meio de acesso remoto a um aplicativo de mensagem usado por Bonin ela conseguiu visualizar fotos feitas por ele e enviadas para um número não registrado nos contados do bombeiro. As imagens mostram pessoas e uma barricada em local não identificado. O último contato feito pelo major teria sido com um colega de farda às 16h49 de quarta-feira. Na mensagem, Bonin disse que teria "visto um fuzil".