Malária matou mais de 1.800 desde o início do ano no Burundi

Vítima de malária em clínica de Abidjan, Costa do Marfim, em 24 de abril de 2015

A malária matou mais de 1.800 pessoas no Burundi no decorrer do ano, informou a ONU, o mesmo número de vítimas provocado pelo ebola em um ano na vizinha República Democrática do Congo.

Entre 1 de janeiro e 21 de julho de 2019 foram "notificados 5.738.661 casos e 1.801 mortes", afirma um relatório do Escritório para a Coordenação Assuntos Humanitários (OCHA) das Nações Unidas.

O Burundi tem quase 11,5 milhões de habitantes. O OCHA destacou que uma mesma pessoa pode ter contraído malária diversas vezes.

Os autores do relatório mencionam as "proporções epidêmicas" da doença desde o início de maio, mas o governo do Burundi descartou até o momento declarar uma epidemia de malária, apesar dos pedidos das organizações internacionais neste sentido desde abril.

"Durante a semana 29 (de 15 a 21 de julho de 2019), 152.243 casos, incluindo 65 mortes, foram registrados em 39 distritos dos 46 que existem no Burundi", informa o relatório.

O número de casos apontados aumentou 164% na comparação com a semana 29 de 2018.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2017 foram registrados quase 219 milhões de casos de malária, que deixaram 435.000 mortos, 93% deles na África.