Israel lembrará os 50 anos de ocupação em colônia

Jerusalém, 6 abr (EFE).- Israel lembrará oficialmente o 50º aniversário da Guerra dos Seis Dias -o que para a comunidade internacional é o início da ocupação- na colônia israelense de Gush Etzion, no território palestino ocupado da Cisjordânia, informou nesta quinta-feira o jornal "Ha'aretz".

O ministro da Educação, Naftali Benet, e a titular de Cultura, Miri Regev, anunciaram ontem os atos comemorativos, nos quais investirão 10 milhões de shékeis (2,5 milhões de euros).

Benet se referiu à celebração como "a libertação da Judéia e Samaria (termo bíblico da Cisjordânia), das Colinas de Golã e do Vale do Jordão" depois da "gloriosa vitória de Israel na Guerra dos Seis Dias."

"Independentemente do conflito sobre estas partes do país, todos os israelenses devem conhecer e apreciar estes lugares como o berço do povo judeu e sua cultura", ressaltou Regev.

A decisão foi criticada por parte da oposição enquanto o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, respaldou o programa que estão preparando os dois ministérios.

Na cerimônia será relembrado o que entendem como o "restabelecimento do kibutz Kfar Etzion", destruído durante a guerra de 1948, que foi levantado em 1967 em território palestino ocupado, apesar das advertências da comunidade internacional.

Os deputados da oposição criticaram a medida e o parlamentar da Lista Árabe Comum, Diov Jenin, disse que a proposta mostra a perspectiva dos membros do Executivo que veem Cisjordânia como "uma propriedade privada".

Jenin os acusou de divulgar mensagens políticas com o dinheiro dos contribuintes. "Não há limite aos escândalos", censurou.

Já Zehava Galon, líder da coalizão pacifista Meretz, aproveitou para denunciar o controle que Israel exerce sobre a vida de milhões de palestinos e lamentou que altos cargos obriguem a seguir vivendo "esta realidade sem considerar o alto preço a pagar". EFE