Malafaia diz que entrou em funeral da rainha na vaga de Eduardo Bolsonaro

***FOTO DE ARQUIVO*** BRASÍLIA, DF, BRASIL, 08.03.2022 - O pastor Silas Malafaia. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
***FOTO DE ARQUIVO*** BRASÍLIA, DF, BRASIL, 08.03.2022 - O pastor Silas Malafaia. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O pastor Silas Malafaia afirma que ficou emocionado e impressionado no funeral da rainha Elizabeth 2ª.

Na sexta (18), ele visitou o caixão da soberana ao lado do presidente Jair Bolsonaro (PL) e da primeira-dama Michelle Bolsonaro.

"A organização, milimetricamente [planejada], é uma coisa incrível, sabe? Para cada delegação tem hora certinha [de comparecer ao funeral], hora de chegar, o tempo que fica [ao lado do caixão], o tempo que sai. Um negócio monumental isso aqui", afirma ele.

O religioso diz também que não tem como "não se emocionar" na cerimônia, "mesmo não sendo inglês".

"A vida dessa mulher [a rainha Elizabeth 2ª] foi extraordinária, de superação, de enfrentamento de crises, familiares e mundiais. Ela ficou 70 anos no trono com aprovação da maioria da população. O que mais admirei foi a reverência e o respeito do povo por ela, um negócio monstro. Essa mulher conseguiu transcender tudo o que você possa imaginar", diz ele.

A presença do pastor na comitiva oficial foi alvo de críticas, já que ele não tem cargo no governo nem estava em missão oficial.

Ele afirma que não sabe dizer por que Bolsonaro decidiu levá-lo ao funeral. "Confesso que não perguntei", diz. "Mas tinha um padre aqui também [o padre Paulo Antônio de Araújo]. Funeral tem a ver com eternidade. Acho que por isso o presidente nos trouxe. A cerimônia religiosa da Igreja Anglicana é um negócio de doido", afirma ele.

Chamado de "conselheiro" por Bolsonaro, Malafaia afirma que o presidente poderia levar, além da primeira-dama, mais duas pessoas com ele na cerimônia: um diplomata e um convidado.

O natural seria que o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do presidente, fosse com ele na cerimônia. Mas o parlamentar "declinou", segundo Mafalaia.

"O presidente então foi consultado e disse: 'Tem uma outra vaga? Então coloca o Malafaia'. Foi o presidente que escolheu", diz o religioso.