Malala na Vogue: 'O véu não é um sinal de que sou oprimida'

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Malala é capa da 'Vogue' Britânica (reprodução / instagram @malala)
Malala é capa da 'Vogue' Britânica (reprodução / instagram @malala)

Resumo da Notícia:

  • Ativista revelou que após entrar na unversidade, em Oxford, teve o primeiro contato com pessoas jovens

  • Ela revelou que usar o véu não é um sinônimo de opressão dentro da sua religião

  • Malala ainda ressaltou que mulheres podem ter voz em qualquer espaço

A ativista e Nobel da Paz, Malala Yousafzai é capa da revista ‘Vogue’ Britânica e falou sobre sua relação com o véu que usa por conta da religião. Paquistanesa e muçulmana da etnia pashtun, a peça é um símbolo de respeito.

“As meninas muçulmanas, pashtun ou paquistanesas, quando seguimos nossas tradições e usamos nossas roupas tradicionais, somos consideradas oprimidas, ou sem voz, ou vivendo sob o patriarcado”, disse Malala à revista.

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A ativista também ressaltou que é não é preciso estar em um holofote para ser vista. “Quero dizer a todos que é possível ter sua voz dentro de sua cultura, você pode ter igualdade na sua cultura. O véu não é um sinal de que sou oprimida'”, apontou.

Ela também contou que, com 23 anos, a universidade lhe proporcionou mais do que só se formar em filosofia, economia e ciências sociais. “Nunca tinha estado realmente na companhia de pessoas da minha idade porque eu precisei me recuperar do incidente (que foi vítima), e depois passei a viajar ao redor do mundo, publicando um livro, fazendo um documentário... Tantas coisas aconteceram”, revelou.

Coisas comuns à maioria dos ocidentais foram uma descoberta. “Ficava animada com literalmente qualquer coisa, de ir ao McDonald's a jogar pôquer com meus amigos", lembrou.

Ela ainda lembrou que o ativismo social precisa ser feito nas ruas e não nas redes sociais. “Hoje associamos ativismo a tuítes. Isso precisa mudar, porque o Twitter é um mundo completamente diferente”, conclui.

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