Maldivas: depois dos bangalôs sobre a água, arquipélago pode ter uma cidade flutuante

O arquipélago das Maldivas conquistou o imaginário dos turistas do mundo inteiro com seus bangalôs sobre a água, muitos inclusive com pisos transparentes. Agora, o país no Oceano Índico quer dar um passo além, com um projeto de construção da primeira cidade flutuante do mundo.

Maldivas: confira cinco atrações do destino preferido dos famosos na pandemia

Confira as imagens: Maldivas têm os aeroportos com os cenários mais bonitos do mundo

Dubai: depois dos arranha-céus e das ilhas artificiais, a vez do hotel de luxo flutuante

Batizado de Maldives Floating City (literalmente, Cidade Flutuante das Maldivas), o está sendo construído na lagoa interna de um atol a apenas 15 minutos de barco de Malé, a capital do país e endereço do principal aeroporto internacional.

A cidade ocupará uma área de 202 hectares, ou seja, um espaço um pouco maior que 200 campos de futebol. Nela, haverá hotéis, bares, restaurantes, lojas e pouco mais de cinco mil casas, que poderão ser compradas também por estrangeiros, desde que recebam uma autorização especial de residência. A cidade, que poderá comportar até 20 mil habitantes, terá também serviços básicos, como postos de saúde e escolas.

O projeto prevê uma série de ruas de areia, conectando os quarteirões flutuantes. Toda essa estrutura não estará solta na água, e sim presa ao fundo da lagoa, por isso não haverá risco de a cidade sair flutuando pelo Oceano Índico.

Carros não serão permitidos, mas buggies e bicicletas poderão circular pelas estradas, feitas de areia branca. O meio de transporte mais comum, no entanto, serão os barcos. E vagas para eles não faltarão.

Mais que uma extravagância turística, o projeto da cidade flutuante vem sendo encarado como uma possibilidade de solução para um problema que está no horizonte de dezenas de países insulares, o aumento do nível do mar, decorrente das mudanças climáticas. Nas Maldivas, por exemplo, cerca de 80% de suas terras estão a menos de um metro acima do nível do mar, o que, pelos cálculos atuais dos cientistas, levaria boa parte do país a ficar submersa até o final deste século.

Os responsáveis pela cidade flutuante esperam que os primeiros moradores se mudem ao longo de 2024, mas preveem um prazo de pelo menos cinco anos para que todo o projeto seja concluído.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos