'Maleta nucletar' dos EUA teve segurança ameaçada durante invasão ao Capitólio

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A "maleta nuclear" dos EUA, apelidada de "bola nuclear", ficou em risco por alguns momentos no dia 6 de janeiro, quando apoiadores do então presidente Donad Trump invadiram o Capitólio norte-americano em Washington D.C.

A pasta, famosa por sempre acompanhar o chefe de Estado, tem seu conteúdo duplicado que também é carregado por um assessor militar do vice para o caso de o presidente ficar incapacitado. Em seu interior, estão guardados documentos essenciais para o lançamento de mísseis nucleares, que pode ser autorizado pelo líder do país. A medida foi implementada durante a Guerra Fria, no governo Kennedy.

Os congressistas democratas que atuam como promotores no processo de impeachment de Trump entregaram provas concretas na quarta-feira, exibindo horas de imagens de câmeras de segurança, câmeras da polícia, imagens dos noticiários e vídeos feitos em celulares gravados pelos próprios participantes do ato. Assim, foi possível ver o então vice-presidente Mike Pence sendo retirado da área de perigo às pressas por agentes de segurança. Acompanhado dele, estava o assessor carregando a "bola nuclear". À época, contudo, o Comando Estratégico dos EUA desconhecia o risco pelo qual ele passou.

Segundo a imprensa norte-americana, o nível de ameaça só ficou claro nesta semana, quando foram reveladas as imagens de Pence, sua família, equipe e assessores militares correndo para escapar dos invasores.

Democratas ressaltaram que os manifestantes chegaram a menos de 30 metros de onde o vice-presidente estava se abrigando, o que evidenciou grande risco a informações de segurança do país.

O motim estourou depois que Trump realizou um comício massivo para repetir suas infundadas acusações de que Joe Biden roubou sua reeleição, e que Pence tinha que fazer algo para impedir a confirmação do resultado. A invasão ocorreu durante a sessão de confirmação da vitória de Biden.

Os democratas devem encerrar sua apresentação na sexta-feira e abrir caminho para os advogados de Trump, que terão 16 horas nos próximos dois dias para apresentar sua defesa.

O Departamento de Defesa está atualmente conduzindo uma investigação completa sobre os eventos de 6 de janeiro, incluindo as falhas de segurança que levaram o vice-presidente e seu assessor militar a serem forçados a se esconder dos manifestantes por várias horas.