Manaus faz operação para identificar famílias afetadas pela cheia do Rio Negro

Bianca Paiva - Correspondente da Agência Brasil

A prefeitura de Manaus iniciou hoje (17) a Operação SOS Enchente 2017 para identificar as famílias que poderão ser afetadas pela cheia do Rio Negro.

Inicialmente as residências com risco de alagamento vão ser cadastradas para posterior concessão do auxílio-aluguel, no valor de R$ 600, pago em duas parcelas mensais de R$ 300. O benefício só poderá ser concedido se o município decretar situação de emergência. Além disso, as pessoas afetadas pela enchente poderão receber cestas básicas, redes, colchões e lençóis.

A previsão é que a cheia afete pelo menos 3.500 famílias de 15 bairros e de 13 comunidades da zona rural.

“Aqui é uma ação emergencial para que não aconteça o pior. Vamos dar todo o tipo de assistência social possível às famílias desses bairros. A enchente deve atingir 15 deles. Cheia tem todos os anos, e agora em 2017 resolvemos nos antecipar para evitar o pior”, informou o prefeito Arthur Virgílio Neto, que voltou ao trabalho nesta segunda-feira, após 30 dias de licença médica para tratamento de um câncer.

A Operação SOS Enchente tem a participação de várias secretarias municipais, entre elas, a da Saúde que será responsável pelas orientações sobre as doenças decorrentes das enchentes, como leptospirose, doenças diarreicas, hepatite A e tétano acidental, além de acidentes com animais peçonhentos e afogamentos. Também haverá distribuição de hipoclorito de sódio, vacinação, inspeção sanitária, controle de roedores e inspeção de depósitos de água, para checagem de focos do mosquito Aedes aegypti, entre outras ações.

De acordo com o Serviço Geológico do Brasil (CPRM), o Rio Negro pode registrar este ano a segunda maior cheia da história de Manaus. A previsão é que o nível do rio alcance até 29,95 metros, 2 centímetros a menos que o nível atingido na maior enchente, ocorrida em 2012.