Manchas de óleo seguem presentes em três estados do Nordeste, mas situação é estável, diz governo

Grupo vestido com equipamento de proteção coleta óleo ao lado de voluntários sem trajes adequados para a atividade em Cabo Agostinho (PE)

RIO — A pouco menos de quatro meses desde o ínicio da crise do óleo, três estados do Nordeste ainda sofrem com a reincidência recorrente de manchas esparsas de petróleo. No entanto, segundo comunicado divulgado na manhã desta terça-feira pelo Grupo de Acompanhamento e Avaliação (GAA), formado pela Marinha, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Agência Nacional do Petróleo (ANP), a situação do litoral brasileiro é estável.

Ainda de acordo com o GAA, pequenos vestígios "esparsos" de óleo ainda chegam em Alagoas, Sergipe e Bahia, cujas praias têm sido limpas diariamente. O grupo pondera, ainda, que são poucos os municípios afetados pelo petróleo na costa brasileira.

Até o momento, segundo o Ibama, mais de 5 mil toneladas de resíduos oleosos foram recolhidas no litoral das regiões Nordeste e Sudeste. O volume envolve, além do óleo cru, areia, lonas e outros resíduos utilizados para a coleta do material por voluntários e agentes públicos. O vazamento, como mostrou O GLOBO em novembro, não tem precedentes na história do Brasil e supera em quatro vezes o incidente na Baía de Guanabara, em 2000.

Todos os estados nordestinos, além do Espírito Santo e do Rio no Sudeste, foram afetados pelo material tóxico, em quantidades diferentes. O volume que chega às praias brasileiras diminuiu consideravelmente nas últimas semanas. A origem do óleo, no entanto, ainda é desconhecida, o que dificulta a determinação do volume exato do petróleo vazado.