Mandetta anuncia que foi demitido do Ministério da Saúde por Bolsonaro

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O presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, durante entrevista coletiva no Palácio do Planalto
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BRASÍLIA — O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, anunciou nesta quinta-feira que foi demitido pelo presidente Jair Bolsonaro após uma reunião no Palácio do Planalto. Mandetta ficou cerca de meia-hora no Planalto. A exoneração ocorre depois de semanas de desentendimentos públicos entre os dois sobre a maneira de lidar com a pandemia do novo coronavírus.

"Acabo de ouvir do presidente Jair Bolsonaro o aviso da minha demissão do Ministério da Saúde. Quero agradecer a oportunidade que me foi dada, de ser gerente do nosso SUS, de pôr de pé o projeto de melhoria da saúde dos brasileiros e de planejar o enfrentamento da pandemia do coronavírus, o grande desafio que o nosso sistema de saúde está por enfrentar", escreveu Mandetta em sua conta no Twitter.

Na quarta-feira, a entrevista coletiva dada por Mandetta já havia sido em tom de despedida. Ciente que deixaria o cargo, ele informou que a atual equipe não ira fazer uma saída brusca. Nos últimos dias, o ministro adimitiu que havia um "descompasso' entre ele e o presidente.

Bolsonaro já havia tomado a decisão de demitir Mandetta no último dia 6, conforme revelou o GLOBO, mas foi convencido a voltar atrás. Depois disso, os dois tiveram uma conversa a sós, e o presidente chegou a dizer que estava "tudo acertado". Entretanto, uma entrevista ao Fantástico, da TV Globo, no último domingo, reduziu o apoio que Mandetta tinha de outros ministros. Na entrevista, Mandetta defendeu uma unificação do discurso no combate ao coronavírus.

A primeira vez que Bolsonaro demonstrou publicamente seu descontentamento com Mandetta foi no dia 2 de abril, quando admitiu que os dois estavam "se bicando há algum tempo" e disse que faltava "humildade" ao seu subordinado. Apesar de ressaltar que nenhum ministro é "indemissível", o presidente disse que não pretendia exonerar Mandetta "no meio da guerra". Dias depois, Bolsonaro afirmou, sem citar nomes, que "algumas pessoas" do seu governo "de repente viraram estrelas e falam pelos cotovelos" e que ele não teria medo nem "pavor" de usar a caneta contra eles.

Mandetta adotou como discurso que "médico não abandona paciente" e que continuaria no cargo enquanto Bolsonaro permitisse. Na terça-feira, negou que estivesse "forçando sua demissão".

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