Maníaco da Peruca é condenado a 60 anos de prisão por mortes em série

Assassinatos foram cometidos pelo
Assassinatos foram cometidos pelo "Maníaco da Peruca" entre 2014 e 2015. (Foto: Getty Creative)
  • Defesa tentou alegar problemas psiquiátricos do réu

  • Maníaco usava peruca para se disfarçar nos crimes

  • Ele estava preso de forma preventiva, desde 2018

Flávio Nascimento Graça, de 39 anos, conhecido como "Maníaco da Peruca" por atacar as vítimas com o adereço para disfarce, foi condenado nesta quinta-feira à 60 anos de prisão por três assassinatos e duas tentativas de homicídio.

O julgamento do dentista, realizado com júri popular, começou na manhã de terça-feira (10) no Fórum de Santos e só terminou às 22h dessa quinta-feira (12).

Flávio foi apontado como autor de três homicídios dolosos (com intenção de matar) e duas tentativas de homicídio contra os donos e uma ex-funcionária da Clínica Americana, rede de clínicas dentárias que possuía unidades na Baixada Santista. A rede seria concorrente ao consultório do 'Maníaco da Peruca

Depois de analisar imagens de monitoramento, a polícia descobriu que Flávio monitorava os passos das vítimas e, de acordo com a investigação, cometeu os crimes por vingança. O dentista havia declarado falência e atribuía isso à concorrência.

O réu estava preso preventivamente há cerca de três anos, na Penitenciária José A. C. Salgado, a P-II de Tremembé, no Vale do Paraíba. Antes, Flávio permaneceu mais de três anos foragido.

Problemas psiquiátricos

Diante disso, a defesa do réu pediu exame de sanidade mental por acreditar que ele tinha problemas psiquiátricos. O laudo solicitado foi assinado por dois médicos psiquiatras e peritos da Justiça, e atestou que Flávio tem esquizofrenia (transtorno psiquiátrico).

No entanto, durante os exames, um perito do Centro de Apoio Operacional à Execução acompanhou o acusado e, com isso, emitiu um novo laudo.

O documento do perito do Ministério Público concluiu que o réu é inteiramente capaz de entender o que fez e afirma que ele não preenche os critérios para o diagnóstico de nenhum transtorno mental, inclusive esquizofrenia.

Assassinatos

Em 2014, o empresário Agilson Corrêa de Carvalho, de 54 anos, foi morto com um tiro na cabeça quando saía da clínica dentária em que trabalhava. Segundo testemunhas, o criminoso agiu sozinho e a rua onde ocorreram os disparos estava movimentada.

Um sobrinho de Agilson, de 21 anos, também foi atingido pelos disparos, mas sobreviveu. Os tiros acertaram de raspão o nariz e a nuca da vítima, que também precisou ser hospitalizada.

No ano seguinte, Aldacy Correa de Carvalho, de 56 anos, também foi assassinada ao sair de uma das unidades da clínica, no Centro de Santos.

Ela estava acompanhada por outras duas pessoas que também foram alvos. Uma delas, Arnaldo Correa de Carvalho, de 54 anos, morreu após passar quatro meses internado. A segunda sobrevivente foi uma mulher, de 40.

Flávio foi preso em novembro de 2018, quatro anos após o primeiro crime. Na época, o juiz alegou que o homem oferecia risco à sociedade e, por isso, determinou sua detenção preventiva até o julgamento.

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