Manifestação bolsonarista ressuscita símbolos da ditadura, como Veraneio que conduzia presos políticos

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BRASÍLIA — Os atos bolsonaristas desse 7 de Setembro exibiram mensagens antidemocráticos, como faixas em defesa do golpe militar, da intervenção federal com Bolsonaro no poder, fechamento do Congresso e do Supremo Tribunal Federal (STF) e a volta do AI-5, uma mais duras medidas do regime de 1964.

Mas o saudosismo pela ditadura foi além dessas conhecidas bandeiras e um desses exemplos é a exibição na Esplanada dos Ministérios de um carro, uma Veraneio, caracterizada como veículo policial que, nos anos de chumbo, foi utilizado para prender e conduzir presos políticos e opositores do governo.

A unidade que circula nesses dias por Brasília é pintada em preto e branco e tem uma sirene instalada, copiando o mesmo modelo usado pelos órgãos de repressão. Era também o carro da Polícia Militar da época. A Veraneio dos atos antidemocráticos tem uma caveira com um chapéu, ao lado de dois revólveres e com a inscrição "xerife". Nas laterais, duas bandeiras do Brasil, símbolo que tem sido explorado pelos simpatizantes de Bolsonaro.

Um grupo de homens fardados, que se apresenta como militares da reserva, também circulam pela Esplanada e fazem defesa do regime militar. Alguns deles pintam os rostos e se tratam por "caveiras". Eles andam juntos e em fila. Levam à frente a bandeira do Brasil. Ontem, dois deles discursaram num carro de som e fizeram ataques ao STF e à Polícia Militar do Distrito Federal, que, segundo eles, estaria até agredindo os militantes apoiadores do governo.

— Nosso inimigo está lá (aponta para o STF). E, se precisar, nós iremos arrancá-lo lá de dentro — disse um dos líderes do grupo.

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