Manifestação na Geórgia para exigir libertação do ex-presidente Saakashvili

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Os manifestantes protestam na Georgia (AFP/Vano SHLAMOV)
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Cerca de 3.000 pessoas protestaram na Geórgia, nesta segunda-feira (4), para exigir a libertação do ex-presidente Mikhail Saakashvili, um importante opositor que foi preso ao retornar ao país, após oito anos no exílio.

Agitando bandeiras da Geórgia, a multidão se aglomerou em frente à prisão onde o ex-líder está detido, na cidade de Rustavi, a cerca de 40 quilômetros da capital, Tbilisi.

"Saakashvili reconstruiu a Geórgia e está na prisão, mas aqueles que estão arruinando o país estão no poder", disse Natela Svanidze, uma enfermeira de 51 anos, à AFP.

Os manifestantes prometeram continuar sua mobilização nos próximos dias.

Reformador carismático, muito elogiado e também criticado, Saakashvili, de 53 anos, foi presidente da Geórgia de 2004 a 2013.

Ele foi preso na sexta-feira, ao retornar de oito anos no exílio, por um caso de "abuso de poder" que considera político e anunciou que fará greve de fome na prisão.

A Geórgia está mergulhada em uma crise política desde o ano passado, quando os partidos de oposição denunciaram fraudes nas eleições que o partido no poder, Sonho Georgiano, da bilionária Bidzina Ivanishvili, rival de Saakashvili, venceu por pouco.

Na segunda-feira, os Estados Unidos pediram às autoridades que "garantam" que Saakashvili "receba um tratamento justo de acordo com a lei georgiana e os compromissos internacionais de direitos humanos da Geórgia".

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenski, pediu que Saakashvili tenha permissão para retornar à Ucrânia. Este último perdeu a nacionalidade georgiana e tem passaporte ucraniano.

"Ninguém na Terra pode nos convencer a libertar Saakashvili", respondeu o primeiro-ministro Irakli Garibashvili, do Sonho Georgiano, no domingo.

"Saakashvili cumprirá toda a pena e depois, claro, poderá regressar à Ucrânia", acrescentou.

O ex-presidente voltou à Geórgia às vésperas das eleições municipais, vencidas pelo Sonho Georgiano com 46,7% dos votos, seguido pelo Movimento Nacional Unido (MNU), fundado por Saakashvili, com 30,6% dos votos.

Os partidos da oposição reunidos obtiveram 53% dos votos e vários deles denunciaram casos de fraude, acusações partilhadas pela Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE).

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