Manifestantes atacam líder italiano de extrema-direita em Nápoles

Matteo Salvini em 2 de junho em Roma

Na tarde desta segunda-feira, uma multidão de manifestantes atacou o líder da extrema-direita italiana, Mateo Salvini, durante uma visita a uma cidade na região de Nápoles, onde na semana passada houve confrontos entre a população e trabalhadores estrangeiros afetados pelo coronavírus.

Salvini chegou uma hora atrasado à cidade, onde já havia vários manifestantes gritando insultos. O líder de direita usava uma máscara nas cores da Itália que ele acabou retirando, apesar da presença maciça de pessoas, para fazer um discurso quase inaudível.

Os manifestantes jogaram água e ovos no líder político, que falava na frente de um bloco de edifícios e estava protegido por um cordão policial.

"Salvini é pior que COVID", "bobo da corte", "vá embora", gritavam os manifestantes, vaiando-o toda vez que ele falava.

Em breves declarações à televisão, depois de se ausentar por meia hora, Salvini denunciou agitadores "de outros lugares" para impedir um debate.

"Precisamos garantir os direitos dos italianos, afastar estrangeiros que não possuem documentos", disse ele à AFPTV, e prometeu voltar.

"Precisamos investir mais na região de Nápoles, na mídia e nas forças de segurança", afirmou.

Na sexta-feira passada, reforços da polícia de choque foram implantados na cidade para restaurar a calma. Cerca de 700 pessoas, a maioria búlgaras empregadas no setor agrícola, ficaram confinadas por uma semana em um complexo de cinco edifícios em Mondragone, após a descoberta de 43 casos de contágio de coronavírus entre eles.