Manifestantes na Geórgia protestam em apoio a ex-presidente preso

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MOSCOU (Reuters) - Cerca de 3.000 manifestantes georgianos realizaram um protesto em apoio ao ex-presidente preso Mikheil Saakashvili neste sábado, no lado de fora da prisão onde ele afirma estar fazendo greve de fome.

O serviço de segurança estatal da Geórgia afirmou que as manifestações fazem parte de um golpe planejado e dirigido por Saakashvili.

O terreno estava preparado para um impasse potencialmente tenso entre as forças de segurança e apoiadores da oposição, mas a manifestação no lado de fora da prisão em Rustavi, cidade ao sudeste da capital Tbilisi, foi majoritariamente pacífica.

"Os organizadores do protesto planejam bloquear os prédios do governo", teria dito um porta-voz da segurança estatal segundo a agência de notícias russa TASS.

"Essas ações com o objetivo de tomar o poder com violência estão sendo planejadas da prisão pelo condenado Mikheil Saakashvili."

Saakashvili, 53, está em greve de fome há mais de um mês na prisão, afirmaram seus advogados, mas o serviço prisional da Geórgia publicou neste sábado imagens do começo de novembro que parecem mostrar Saakashvili comendo em um pequeno copo com uma colher.

Saakashvili, que recebeu transfusão de sangue no final de outubro, afirmou que os médicos da prisão lhe receitaram uma solução líquida por motivos médicos a partir de 30 de outubro.

A Defensoria Pública da Geórgia, ou ombudsman de direitos humanos, cujos representantes visitaram Saakashvili na prisão no sábado, rejeitaram as alegações do serviço prisional e corroboraram a versão de Saakashvili dos eventos.

Saakashvili cumpre uma sentença de seis anos após ter sido condenado em 2018 por abuso de poder e ocultação de provas quando era presidente, acusações que ele nega e diz que são politicamente motivadas.

Saakashvili liderou a Revolução das Rosas em 2003 que derrubou o líder Eduard Shevardnadze.

Saakashvili foi presidente entre 2004 e 2013 antes de deixar o país e construir uma nova carreira política na Ucrânia.

Ele foi preso em 1º de outubro após retornar à Geórgia nas vésperas de eleições locais. Ele descreveu como uma missão reunir a oposição e salvar o país.

(Reportagem de Alexander Marrow e Olzhas Auyezov)

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