Manifestantes pedem na França a libertação de dois ex-membros do ETA

Cerca de mil pessoas, segundo os organizadores da manifestação, exigiram neste sábado (11) em Bayonne, sudoeste da França, a libertação de dois ex-membros do grupo armado ETA, que busca a independência basca, detidos há 32 anos.

Atrás de uma grande faixa com os dizeres "Libertem Ion e Jakes", os manifestantes atravessaram o centro de Bayonne gritando "euskal presoak extera" (‘prisioneiros bascos em casa’, na língua basca) e ameaçaram bloquear todo o País Basco neste verão se eles não forem soltos.

Ion Parot e Jakes Esnal, que estão com mais de 70 anos, foram presos em 1990 e condenados à prisão perpétua em 1997, juntamente com outros membros do "comando itinerante" do ETA, responsáveis, entre outros, pelo ataque de 1987 a um quartel em Saragoça, na Espanha, que deixou 11 mortos.

Para Jean-François Mignard, porta-voz da Liga dos Direitos Humanos, Parot e Esnal "apodrecem na prisão, apesar do fato de que, com uma aplicação justa da lei francesa, deveriam ser libertados".

No caso de Esnal, espera-se que o tribunal de apelação de Paris emita sua decisão em 21 de julho. Quanto a Parot, ele aguarda uma decisão na próxima quarta-feira sobre seu sexto pedido de libertação, contestado pela promotoria antiterrorista francesa.

Em 2020, outro membro do “comando itinerante”, Frédéric “Xistor” Haramboure, foi solto da prisão após 30 anos com uma tornozeleira eletrônica.

Fundado em 1959 durante a ditadura do general Francisco Franco (1939-1975), o Euskadi Ta Askatasuna (ETA, ‘País Basco e Liberdade’ em basco) cometeu inúmeros atentados, assassinatos e sequestros na Espanha e na França e é responsável por mais de 850 mortes.

Em maio de 2018, oito anos depois de declarar um cessar-fogo, anunciou sua dissolução.

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