Sob forte esquema de segurança, pequeno grupo faz manifestação pró-Trump no Capitólio

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Por Jan Wolfe e David Morgan

WASHINGTON (Reuters) -A polícia superou em muito os manifestantes em torno do Capitólio dos Estados Unidos neste sábado, em um comício com baixa adesão promovido por apoiadores das pessoas que invadiram o prédio em 6 de janeiro em uma tentativa de reverter a derrota do então presidente Donald Trump nas eleições.

Cerca de 100 a 200 manifestantes compareceram, alguns carregando as bandeiras do grupo de direita Three Percenters sobre os ombros. Foi muito menos do que as 700 pessoas que os organizadores esperavam e dos milhares que trouxeram o caos ao Capitólio em 6 de janeiro.

Centenas de oficiais patrulhavam os terrenos do Capitólio e uma cerca preta de 2,5 m de altura que cercou o edifício por cerca de seis meses após o ataque foi reinstalada em antecipação ao evento. Cem soldados da Guarda Nacional estavam de prontidão.

Como parte de um esforço de alguns dos apoiadores de extrema direita de Trump para reescrever a história do ataque mortal da multidão ao Capitólio que foi capturado em vídeo, orador após orador insistiu que centenas de manifestantes presos naquele dia eram "prisioneiros políticos".

Promotores e especialistas jurídicos afirmam que os casos estão sendo tratados de maneira adequada.

"Trata-se de justiça e tratamento desigual", disse Matt Braynard, organizador de manifestação e defensor das falsas alegações de Trump de que sua derrota eleitoral foi resultado de uma fraude generalizada.

Embora as multidões fossem pequenas, os ânimos às vezes se exaltavam, com trocas esporádicas de gritos entre os participantes do comício e os contramanifestantes. Policiais de bicicleta agiram para interromper essas disputas.

Um grupo de policiais em traje de choque removeu um homem da multidão que tinha uma grande faca presa ao quadril.

Horas antes de a manifestação começar, policiais do Capitólio, com capacetes e armados com bastões e pistolas, assumiram posição no lado de fora da cerca. Ônibus municipais trazendo policiais ao local congestionaram as ruas próximas. Caminhões bloquearam pontos de acesso à região entre o prédio do Capitólio e a Union Station.

“Em 6 de janeiro, sabíamos que algo estava acontecendo, mas ninguém esperava o que aconteceu. Desta vez estamos esperando o pior”, afirmou um policial na ativa perto do Capitólio, que falou sob condição de anonimato.

Organizadores da manifestação “Justiça por J6” afirmaram esperar um evento pacífico, mas o chefe da polícia do Capitólio, J. Thomas Manger, disse a repórteres na sexta-feira que havia ameaças de violência relacionadas ao protesto, no qual a polícia trabalharia para evitar conflitos entre apoiadores e adversários de Trump.

Mais de 600 pessoas foram indiciadas por terem participado da violência de 6 de janeiro, que aconteceu após um discurso de Trump em uma manifestação próxima que reiterou alegações falsas de que sua derrota eleitoral era resultado de fraude generalizada. Essas acusações foram rejeitadas por múltiplos tribunais, autoridades eleitorais e membros do próprio governo Trump.

Naquele dia, manifestantes lutaram contra policias, agredindo-nos com paus e barricadas de metal, forçaram a entrada pelas janelas para o prédio do Capitólio e invadiram os corredores. Parlamentares e o vice-presidente Mike Pence fugiram em busca de segurança.

Quatro pessoas morreram em 6 de janeiro. Uma foi alvejada pela polícia e três morreram em decorrência de emergências médicas. Um policial que havia sido atacado pelos manifestantes morreu no dia seguinte e quatro policias que participaram da defesa do Capitólio cometeram suicido posteriormente.

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