Manifestantes protestam contra o governo Bolsonaro em diversas capitais

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RIO — Manifestações convocadas pelo Movimento Brasil Livre (MBL), Vem Pra Rua e Livres ocorrem neste domingo, em ao menos 15 capitais brasileiras, em favor do impeachment do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). É o primeiro protesto pró-impeachment após os atos antidemocráticos de 7 de setembro e a divulgação da carta na qual o presidente atribuiu ao "calor do momento" as ameaças feitas contra o Supremo Tribunal Federal (STF).

No Espírito Santo, a manifestação começou às 9h30 na Praça do Papa, em Vitória. Os manifestantes saíram em carreata até Vila Velha, por volta das 10h20.

Em Belo Horizonte, o ato contra o presidente Jair Bolsonaro ocorreu na Praça da Liberdade, no centro da capital mineira. Assim como no Rio e em Vitória, as manifestações não tiveram uma grande adesão.

Os protestos deste domingo dividiram a esquerda: PT e PSOL descartaram aderir à manifestação. Por outro lado, o pré-candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, afirmou que irá comparecer em São Paulo e PSB e PCdoB também anunciaram participação, apesar das divergências com o MBL. O movimento se consolidou na mobilização pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e faz críticas frequentes a Lula.

Em Salvador e Manaus, os atos começaram por volta das 8h. Em São Paulo, os manifestantes começaram a se concentrar próximo ao Museu de Arte de São Paulo (Masp) por volta das 11h. Eles devem começar o protesto às 14h.

Outras capitais devem ter manifestações contrárias ao governo ao longo do dia. Há previsão de atos em Florianópolis, Goiânia, Porto Alegre e Curitiba.

Políticos de diferentes espectros políticos foram às redes sociais convocar as pessoas a protestarem contra Bolsonaro. O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) escreveu:

"Em uma democracia, o que vc faz quando o presidente eleito rasga as promessas de campanha, não trabalha, comete crimes em série e ataca a própria democracia, jogando o país numa crise imensa? Vc vai para a rua, se manifesta e exige que a lei seja cumprida", escreveu.

O deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP) disse que é necessário uma "ampla frente" pelo impeachment.

"Estéril essa briga de foice nas redes", escreveu. "Ninguém está obrigado a ir ou a deixar de ir aos atos de hoje. Inclusive os partidos que não aderiram liberaram filiados que quiserem participar. Por isso, melhor colocar a bola no chão e concentrar no que importa: Fora Bolsonaro!"

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