Manifestantes se concentram na avenida Paulista em repúdio a ataques golpistas

SÃO PAULO, SP, 09.01.2023: Movimentos sociais, sindicatos e torcidas organizadas fazem protesto na Avenida Paulista na tarde desta segunda-feira em defesa da democracia um dia após manifestação golpista em Brasília. (Foto: Mathilde Missioneiro/Folhapress)
SÃO PAULO, SP, 09.01.2023: Movimentos sociais, sindicatos e torcidas organizadas fazem protesto na Avenida Paulista na tarde desta segunda-feira em defesa da democracia um dia após manifestação golpista em Brasília. (Foto: Mathilde Missioneiro/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Um protesto contra os atos golpistas deste domingo (8), em Brasília, reúne manifestantes em defesa da democracia no início da noite desta segunda (9) em frente ao Masp, na avenida Paulista, região central de São Paulo.

O ato pede que não seja dada anistia aos golpistas, que invadiram e depredaram o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o STF (Supremo Tribunal Federal). Estimulados pelo discurso antidemocrático do ex-presidente Jair Bolsonaro, os vândalos não aceitam a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que assumiu no dia 1º de janeiro o seu terceiro mandato na Presidência.

Ao som de músicas do grupo de rap Racionais MC's e de artistas da MPB como Djavan, os manifestantes se misturam na avenida Paulista a ambulantes, que vendem toalhas, faixas e bandeiras com o rosto do presidente Lula. O grupo também profere xingamentos contra Bolsonaro.

O ato foi convocado por sindicatos e movimentos sociais como Frente Brasil Popular, Povo sem Medo, Coalizão Negra por Direitos e Convergência Negra - Unidade contra o Racismo. Houve também convocação por parte de torcidas organizadas -a chegada de integrantes da Gaviões da Fiel foi celebrada por parte dos manifestantes. Também é possível notar bandeiras de partidos políticos, como PSOL e UP.

Ocupada pelos manifestantes, a pista sentido centro da avenida Paulista foi fechada para veículos na altura da alameda Campinas.

Vereador por São Paulo e deputado estadual eleito para a nova legislatura, Antônio Donato (PT) afirmou à reportagem que o ato busca repudiar qualquer tentativa de desestabilizar a democracia. "Não é possível acontecer o que aconteceu e não ter representantes nas ruas", disse.

Quem também participa do protesto é o recém-empossado ouvidor da Polícia de São Paulo, professor Claudinho Silva. Segundo ele, representantes da ouvidoria estão no local para acompanhar e mediar a relação entre os coordenadores do ato e a Polícia Militar.

Mais cedo, cerca de 800 pessoas se reuniram na Faculdade de Direito da USP (Universidade de São Paulo), para também repudiar os ataques golpistas e defender a democracia.

Aplaudido de pé, o reitor da universidade, Carlos Gilberto Carlotti Junior, declarou: "Não há nem haverá anistia".

"A depredação só serviu para cobrir nossa pátria de vergonha. Não podemos, de forma nenhuma, deixar prevalecer a impunidade", afirmou.